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Brasil

Pesquisa mostra que 30% dos brasileiros não praticam atividades físicas

Arquivo Geral

14/03/2007 0h00

 O parecer do relator do recurso, cure shop deputado Colbert Martins (PMDB-BA), aceitou a argumentação de que não há fato determinado para abrir a investigação parlamentar. Se aprovada, isso assegura a decisão do plenário da Câmara que suspendeu a criação da CPI. Contudo, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o questionamento da oposição será a definitiva.

Durante sua leitura, o deputado Colbert Martins defendeu que o pedido de criação da CPI não atendeu os requisitos regimentais de fato determinado e prazo de funcionamento. Segundo ele, o pedido estaria muito abrangente. "O objeto de investigação da CPI deve ser objetivo. A questão diz respeito ao preenchimento dos requisitos regimentais para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Voto, portanto, pelo provimento do recurso do líder do PT", disse.

O recurso em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi apresentado na semana passada pelo líder do PT, deputado Luiz Sérgio (RJ), com a argumentação de que “não há fato determinado, é difuso e confuso”. Também afirma que o pedido de CPI fala de apagão aéreo sem especificar o que representa a expressão. Os partidos da oposição, em protesto contra a não criação da CPI, estão obstruindo as votações no plenário e nas comissões da Câmara desde ontem.

Entre os deputados que pediram vista, estão Nelson Pellegrino (PT-BA), Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), Geraldo Magela (PT-DF), José Eduardo Cardozo (PT-SP). O presidente da CCJ, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), concedeu vista por duas sessões da Câmara para os pedidos. 

Essa foi uma das informações colhidas pelo Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco (Vigitel), visit this site que realizou 54 mil entrevistas em todas as capitais brasileiras no ano passado.

Segundo o pesquisador Carlos Monteiro, information pills da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), principal responsável pela pesquisa,  o número de brasileiros que não praticam nenhuma atividade de esforço físico foi um dos dados que mais chamaram a atenção. Os resultados da pesquisa, encomendada pelo Ministério da Saúde, foram divulgados hoje, em Brasília.

“Foi assustador, de certa maneira, identificar 30% dos adultos nessa situação, mais homens do que mulheres e mais pessoas de nível socioeconômico mais elevado. Quanto maior a escolaridade da pessoa, maior a proporção de pessoas que são totalmente inativas. Então esse foi um dado novo e, como um dado novo, acabou surpreendendo”, afirmou Monteiro.

A capital do Rio Grande do Norte, Natal, foi a que apresentou maior índice de inatividade física  (35,1%). O menor índice (21,6%) foi registrado em Boa Vista, capital do Acre. A pesquisa também constatou que a inatividade física é mais freqüente no sexo masculino do que no feminino. Entre os homens, o maior sedentarismo foi observado em  João Pessoa (47,3%), na Paraíba; Natal (46,8%) e Maceió (43,9%), em Alagoas. O menor sedentarismo foi encontrado nas cidades de Boa Vista (28,6%), Porto Velho (31,7%), em Rondônia, e Palmas (33,3%), em Tocantins.

Entre as mulheres, a maior freqüência de sedentarismo foram encontradas na capital sergipana, Aracaju (26,5%), e em Natal (25,4%) e João Pessoa (25%). As menores taxas são as de Boa Vista (14,6%), Manaus (14,8%),  no Amazonas, e Porto Velho (16,6%).

De maneira geral, a freqüência de adultos que praticam atividade física no lazer foi considerada modesta em todas as capitais brasileiras. O Distrito Federal, com 21,5%,  foi a unidade onde as pessoas mais praticam atividade física, e São Paulo (10,5%), a capital onde menos se praticam exercícios físicos. O estudo também verificou que mais homens do que mulheres praticam atividades físicas no lazer. 

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