O San Antonio Spurs está prestes a incluir seu nome dentro de um seleto grupo na história da NBA. Se vencer o Cleveland Cavaliers na noite desta quinta-feira, a franquia texana conquista seu quarto título da liga juntando-se a Boston Celtics (16), Los Angeles Lakers (14) e Chicago Bulls (6), únicos que atingiram o tetra na competição. Um desempenho como este é suficiente para justificar o status de dinastia? Há controvérsias.
Para o ala LeBron James, os adversários estão construindo seu caminho. “Eles já têm uma dinastia em andamento”, considera. Escolha número um no draft da NBA e principal destaque do Cleveland, James destaca o poder do conjunto nos oponentes.
“Eles não têm os maiores atletas do mundo, nem os maiores arremessadores do mundo, mas eles provavelmente têm a maior equipe do mundo”, admite o ala. “E é disso que este esporte é feito. Não de indivíduos. Não é como tênis. Não é como golfe. Você precisa ter unidade”.
Mesmo membros do poderosíssimo Los Angeles Lakers tricampeão de
Atuando pelo Utah Jazz, equipe superada pelo San Antonio na final da Conferência Oeste, Fisher ressalta a capacidade que a franquia texana tem demonstrado de se manter em alto nível por um longo período. Os Spurs têm se mantido em evidência desde a conquista do primeiro título em 1999. Se for campeã esta noite será seu terceiro título nos últimos cinco anos.
Mas dentro dos Spurs a história de dinastia é contestada. O técnico Gregg Popovich é categórico. “Quando eu penso em dinastias, duas me vêm à cabeça realmente depressa: UCLA e Bill Russell. Tudo mais é conversa”.
Bem humorado, o ala Michael Finley vai mais longe para tirar o peso dos ombros de sua equipe. Segundo ele, a primeira coisa que lhe salta à mente quando a palavra dinastia é mencionada é Blake Carrington, nome do personagem principal do seriado Dinastia, um dos clássicos da televisão norte-americana nos anos 80.