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Brasil

Pelo primeiro lugar, Brasil e EUA fazem tira-teima

Arquivo Geral

03/11/2006 0h00

Líder e vice-líder do Grupo C do Campeonato Mundial de Vôlei, que está sendo realizado no Japão, Brasil e Estados Unidos entram em quadra às 2 horas (horário de Brasília) para a disputa que deve definir o primeiro lugar da chave. Até o momento, as duas seleções venceram os três jogos que realizaram.

Mais do que isso a partida da próxima madrugada servirá como “tira-teima”: até agora os dois países se enfrentaram em 82 oportunidades, com exatamente 41 vitórias para cada lado. Até agora, o Brasil venceu 157 sets, um a menos que as rivais. Este ano, porém, o time de José Roberto Guimarães bateu as norte-americanas em duas oportunidades, ambas por 3 a 1, na Copa Pan-americana e no Grand Prix.

Zé Roberto pede que suas jogadoras tenham o máximo de atenção no duelo. “É um time que sempre nos causou problemas. Pelo sistema defensivo, pela concentração que tem quando enfrenta todos os adversários. Tem duas levantadoras experientes e boas jogadoras, como a meio Daniele Scott, a Haneef e a Metcalf. Todo cuidado é pouco com essa seleção, que joga com velocidade e tem bolas importantes por traz da levantadora muito efetivas. É importante que a gente consiga vencer nessa primeira fase para tentarmos sair em primeiro no nosso grupo”, comentou o treinador.

Destaque do Brasil nesta fase inicial, a meio Fabiana não acredita em um duelo fácil. “Vai ser um jogo muito complicado, pois nós conhecemos as jogadoras dos Estados Unidos e elas nos conhecem. Precisamos estar ligadas no bloqueio delas, que é muito forte. Esse jogo será bastante disputado”, prevê.

A levantadora Carol ressalta o volume de jogo do adversário. “Esse é um time muito bom. Enfrentamos essas jogadoras recentemente no Grand Prix. É um time que tem um bom bloqueio e um volume de jogo impressionante. Então temos que entrar preparadas, pois vamos enfrentar jogadoras muito altas. Nosso saque tem que entrar”, comenta.

Para a oposto Sheilla, as dificuldades diante dos Estados Unidos serão muito parecidas com as que tiveram no confronto com a Holanda, que terminou 3 a 2 para as brasileiras. “A partida será muito semelhante. Os dois times têm boas centrais e batem a bola alta na ponta. Até no bloqueio essas seleções são parelhas: têm bloqueios bastante efetivos. A única diferença é que o bloqueio dos Estados Unidos é um pouco mais alto. Esse deve ser o jogo mais difícil dessa fase”, analisa.

Se vencer neste sábado, o Brasil diminui um pouco a imensa vantagem das norte-americanas em Mundiais: nos cinco confrontos realizados pelos dois times na história da competição, a vitória ficou do lado verde-amarelo em apenas uma oportunidade.

O único êxito brasileiro foi no primeiro duelo, em 1960, no Mundial, no Rio de Janeiro: 3 sets a 0. Dez anos mais tarde, vitória dos Estados Unidos, na Bulgária: 3 sets a 1. Em 1978, em Moscou, e em 1990, na China, as equipes voltaram a se enfrentar e as estrangeiras ganharam as duas vezes por 3 a 0, mesmo placar do último Campeonato Mundial, em 2002, na Alemanha.

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