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Brasil

Paulo Bernado diz que governo pode adiar escalonamento de salários de servidores

Arquivo Geral

15/10/2008 0h00

O ministro do Planejamento, click Paulo Bernardo, order admitiu que o governo poderá adiar o escalonamento dos salários dos servidores públicos. O ministro deixou claro que não é uma medida já definida, patient mas que poderá ser uma das decisões a  ser tomadas com o objetivo de conter gastos do governo com o custeio da máquina diante da situação de crise financeira. O cancelamento de concursos públicos, que já estavam previstos também, é uma forma apontada pleo ministro para diminuir os gastos com custeio.


Paulo Bernardo fez essas afirmações em entrevista ao programa Três a Um, que a TV Brasil exibe hoje (15) às 22h, no canal 2 da TV aberta para as cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Luís. Para outras localidades e para acesso via cabo ou satélite, entre no site da TV Brasil e clique em “sintonizar”, na barra inferior. Paulo Bernardo disse que não tem como prever se o governo precisará enviar ao Congresso Nacional novos parâmetros para basear o Orçamento Geral da União (OGU) para 2009. “Temos um cenário ainda muito indefinido. Não dá ainda para saber se teremos uma redução de receita, o preço do dólar, do barril de petróleo, fatores que influenciam na definição dos parâmetros”, disse o ministro


Paulo Bernardo disse ainda que, se for preciso, o governo poderá fazer cortes no Orçamento. O ministro descartou a possibilidade de mexer nas obras sociais do governo e do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). “Tirando o PAC e os programas sociais podemos cortar em qualquer lugar. Um corte de R$ 1 bilhão no Orçamento da União pode parecer muito, mas não é. Pode-se cortar R$ 1 bilhão de forma linear e se percebermos que uma despesa ficou muito prejudicada podemos fazer um recomposição”, explicou o ministro.


O ministro disse ainda que o governo já vem evitando gastos com a implementação do pregão eletrônico, além de diminuir também gastos com viagens, passagens e com o cartão corporativo. Ele lembrou que, no ano passado, o governo precisou gastar R$ 6 milhões com a pesquisa Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítisca (IBGE), gasto que não ocorrerá neste ano.


“O que a gente tem feito é melhorar a gestão, ou seja, melhorar a qualidade dos gastos. É fazermos a mesma coisa com um gasto menor ou fazermos mais coisas com o mesmo gasto”, destacou Paulo Bernardo.

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