Cerca de um ano e meio após disputar sua última competição com a seleção brasileira de vôlei, a ponta Paula Pequeno está de volta à equipe. A jogadora se reapresentou nesta semana ao técnico José Roberto Guimarães com mais 12 companheiras, que se prepararão para o Campeonato Mundial, de 31 de outubro a 16 de novembro.
Após conquistar o Torneio Classificatório para o Mundial, em agosto de 2005, em Cabo Frio, Paula ficou fora do Campeonato Sul-Americano devido a uma lesão no pé. Pouco depois, descobriu que estava grávida de sua primeira filha. Mel nasceu em 8 de junho deste ano e, apenas 24 dias depois, a ponta já estava de volta aos treinos. Há um mês, voltou a jogar pelo Finasa/Osasco.
“Meu objetivo, desde que descobri a gravidez, era estar pronta para jogar o Mundial. Eu me preparei muito para brigar por uma vaga na equipe. O bom de estar aqui em Saquarema é que minha evolução fica mais rápida treinando no mesmo nível que elas”, disse Paula, satisfeita com o retorno. “Tive uma recepção muito fervorosa de todas as jogadoras. Cheguei zerada, sem ter passado pelo estresse de competições e viagens dos últimos meses. Acho que trouxe uma energia nova para o grupo”, completou.
A maior mudança em relação à última vez que esteve em Saquarema, no ano passado, é que agora Paula tem que lidar com as saudades da filha. “A vantagem é que, nessa idade, ela ainda não sente tanto. Sinto saudade, mas, por outro lado, minha filha serve como fonte de inspiração. Tudo o que eu fizer agora na carreira vai ser pensando no futuro dela”, projetou.
Zé Roberto considera que Paula Pequeno não está na mesma condição física das outras jogadoras, mas lembra que ela ainda tem quase um mês de trabalho até 15 de outubro, quando a seleção viaja para a Alemanha. “A Paula chegou com uma condição física bem abaixo das outras, mas é uma jogadora com físico privilegiado. Ela me lembra a Isabel (ex-jogadora), que esteve na quadra até o sétimo mês de gravidez e voltou logo depois do nascimento de uma das filhas”, comparou.
Além de Paula, Zé Roberto conta com outras quatro ponteiras no elenco: Jaqueline, Mari, Sassá e Valeskinha. Uma das quatro será cortada do Mundial, já que o técnico só pode levar 12 jogadoras. “É muito cedo para ter um quadro. Só começamos a treinar na terça-feira. Espero que ninguém se machuque e vou observá-las nos treinos antes de tomar uma decisão”, ponderou.
Mari, ausente da fase final do Grand Prix devido a uma contusão no abdômen, tem provado que está se recuperando. “Ela teve um estiramento abdominal, mas foi um problema superficial. Estamos dando uma segurada nela nos treinos. Ela já está fazendo vários movimentos, mas ainda não está saltando”, explicou o fisioterapeuta Marcos Pompeu.