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Brasil

Participantes da Conae defendem mais participação da União nos investimentos em educação

Arquivo Geral

30/03/2010 15h09

Os participantes da Conferência Nacional de Educação (Conae) discutiram hoje (30) o aumento da participação da União no repasse de recursos para a educação. Atualmente, 18% dos impostos arrecadados pela União devem ser investidos na área. As propostas em debate na Conae defendem que esse percentual aumente para 20% a 25% e passe a incidir sobre toda a arrecadação federal.

 

“A União precisa pagar essa conta. Estados e municípios têm feito a sua parte, mas a União tem aumentado seu investimento de forma muito pequena e lenta, mesmo sendo o ente federativo que mais arrecada”, defendeu o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches.

 

As propostas em debate na conferência também preveem um aumento dos atuais 25% para 30% de investimento dos estados e municípios – em relação ao total da arrecadação.

 

Mas para o especialista em economia educacional, Candido Gomes, só os recursos não vão resolver o problema da educação no país. “O dinheiro é indispensável, mas não suficiente”, afirmou.

 

Na avaliação de Gomes, hoje predominam duas visões sobre o financiamento da educação, ambas incorretas. A primeira é que a área já tem recursos suficientes, mas precisa aproveitá-los melhor. A segunda é que todos os males da educação advém da falta de dinheiro. “Todos esses dois extremos estão absolutamente errados e nos cegam”, defendeu. 

 

Gomes acredita que é preciso buscar nova fontes de financiamento, mas que é necessário definir melhor onde o dinheiro será aplicado.

 

“Temos que investir naquilo que traz mais retorno. Uma biblioteca, por exemplo, tem mais efeito na aprendizagem do que a construção de um prédio novo. É mais importante um banheiro limpo do que um banheiro espetacular. Às vezes não é um problema de dinheiro, mas de prioridades”, disse.

 

/Durante o debate, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, voltou a defender que 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal devem ser reservados para a educação. Essa é a principal bandeira da entidade durante a conferência.

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