Menu
Brasil

Paraguai elege novo presidente em duas semanas

Arquivo Geral

07/04/2008 0h00

No próximo dia 20, website like this os paraguaios escolherão quem vai substituir Nicanor Duarte na Presidência do país nos próximos cinco anos. Mais de 2, ampoule 8 milhões de eleitores irão às urnas, segundo dados da Justiça Eleitoral da República do Paraguai. A previsão é de que o resultado oficial seja divulgado no dia 23 de maio. A posse do novo presidente será em agosto.


Pela primeira vez em 60 anos, o Partido Colorado, no poder desde o início da ditadura militar em 1954, quando o general Alfredo Stroessner deu um golpe de Estado e assumiu a Presidência, pode deixar o poder. Pesquisas de opinião apontam uma diferença mínima entre a candidata do partido, Blanca Ovelar, e o ex-bispo Fernando Lugo, candidato da Aliança Patriótica para a Mudança (APC, na sigla em espanhol).


Nas eleições majoritárias – para presidente e governador – basta alcançar maioria simples dos votos para ser eleito, não é necessário obter mais de 50%. “Um voto define a eleição”, diz o embaixador do Paraguai no Brasil, Luis Gonzalez Arias.


Além de presidente e governador dos departamentos (o equivalente aos estados brasileiros), também serão eleitos deputados, senadores, parlamentares do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e representantes para as Juntas Departamentais. No caso dos parlamentares, o critério para a eleição é proporcional, com sistema de listas. Gonzalez Arias explica que os partidos elegem um candidato para cada 15 mil votos que a lista recebe.


Entre os principais candidatos a presidente, além de Blanca Ovelar (Partido Colorado) e Fernando Lugo (APC), também está o ex-general Lino Oviedo, pela União Nacional dos Cidadãos Éticos (Unace).


Um dos pontos mais discutidos na campanha é a renegociação do contrato da Usina Binacional de Itaipu, defendida especialmente por Lugo. De acordo com o tratado, cada um dos países tem 50% da energia produzida pela usina. O que o Paraguai não consome ele deve necessariamente repassar ao Brasil, por um valor definido a partir de cálculos descritos no próprio contrato.


Lugo afirma que o preço pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia excedente não é justo e, em visita ao Brasil, pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que seja aberta uma mesa de negociação para discutir o tratado.


Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), não foi solicitado ao Brasil que envie observadores para acompanhar o processo eleitoral. Haviam sido oferecidas urnas eletrônicas, mas as eleições serão realizadas da forma tradicional, com cédulas de papel.



 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado