Após a suada vitória por 3 sets a 2 em cima da Holanda na última madrugada, o técnico José Roberto Guimarães destacou o bom trabalho que as centrais da seleção brasileira feminina vêm fazendo no Campeonato Mundial, que está sendo realizado no Japão.
“O trabalho das meios-de-rede depende muito do passe. Nós temos três jogadoras de meio de grande respeito. São jogadoras altas, com bom potencial de bloqueio, bom potencial de ataque. Jogadoras que tecnicamente sabem jogar. Então, o Brasil nesse quesito está bem servido. ”, comenta o treinador. “É fundamental ter meios-de-rede que decidam bolas, como a Fabiana tem feito e, nesse jogo, a Wal e a Carol Gattaz”, emendou.
A utilização eficiente das meios deve-se ao excelente passe que normalmente a seleção feminina costuma apresentar. Com o passe na mão, as levantadoras podem acionar regularmente as centrais. Dessa forma, o bloqueio adversário muitas vezes tem subido na marcação das jogadoras de meio, o que facilita o trabalho das ponteiras, que acabam ficando mais livres, pois em vários momentos só contam com o bloqueio simples pela frente.
“Nós temos trabalhado excessivamente esse fundamento. Exatamente por causa desse diferencial. Temos boas jogadoras de meio que precisam abrir espaço para as outras jogadoras das extremidades, porque as nossas centrais são boas atacantes. Por isso que todo mundo que tem entrado para enfrentar o Brasil tem tentado forçar demais o saque. Exatamente para evitar que as jogadoras de meio recebam as bolas”, explica o treinador brasileiro.
Para Walewska, tanto o saque quanto o passe do Brasil hoje são fundamentais para as boas apresentações das meios-de-rede brasileiras. “Quando a gente saca bem, a leitura do bloqueio para as meios-de-rede é muito facilitada. Para a gente ler o que vai acontecer. E o saque direciona muito isso. Nos pontos de ataque, dependemos completamente do passe. E nesse fundamento, na maior parte do tempo, nós estamos muito bem. Quando ele não entra, até se arrisca um pouco com o meio, mas, na verdade, nós, jogadoras dessa posição, para sermos eficientes, somos completamente dependentes do passe. Hoje, nós temos ótimas passadoras. Por isso, conseguimos jogar mais com as meios”, encerra a central.