Diretor da divisão de engenharia da Renault, Pat Symonds aproveitou o bicampeonato de Pilotos e Construtores conquistados pela escuderia em 2006 para desabafar: de acordo com ele, a temporada complicada serviu para provar que o time não foi campeão em 2005 apenas por uma questão de sorte.
“Esta dupla vitória em 2006 é um feito que merece reconhecimento. Isto prova que os resultados do ano anterior não vieram por sorte, mas foi conseqüência de uma estratégia muito bem definida e do trabalho da equipe, que não poupou esforços”, afirmou o dirigente.
Ele, porém, reconheceu que a concorrência da Ferrari este ano tornou a disputa bem mais complicada que na temporada 2005, quando o maior rival foi a McLaren. “Foi um ano muito difícil. Nossos rivais pareciam não ter quase fraquezas. Tivemos que aproveitar as pequenas oportunidades”, explicou Symonds, que ressaltou a importância dos pneus no campeonato. “Os carros da Ferrari e Renault era muito parecidos, então a diferença vinha das características dos pneus. E eles não podiam ser escolhidos antes do final de semana das corridas”, apontou.
Mesmo com o título, Symonds, entretanto, não perdeu a oportunidade de relembrar as polêmicas decisões tomadas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ao longo do ano. “Também foi um campeonato difícil politicamente. Eventos como a proibição dos amortecedores de massa e a penalização de Alonso em Monza foram complicadas para o time”, assegurou.
Ele ainda explicou como a cúpula da equipe fez para que funcionários mantivessem a motivação quando a Ferrari evoluiu consideravelmente na disputa, chegando a ameaçar a Renault na temporada. “Explicamos a situação para eles e tivemos certeza que todos estavam confiantes. Já éramos os campeões do mundo e não havia razão para não continuar sendo”, comentou.