Profundo conhecedor dos bastidores da Ferrari, o brasileiro Rubens Barrichello – que disputou seis temporadas pelo time de Maranello – acredita que as aposentadorias de Michael Schumacher e do diretor-técnico Ross Brawn não farão com que o time deixe de vencer na Fórmula 1.
“A Ferrari ainda vai ser competitiva por pelo menos duas temporadas, já que eles sabem exatamente o que fazer para vencer, mesmo tendo Brawn e Schumacher”, comentou o piloto à publicação F1 Racing.
Na análise de Rubinho, apenas a saída prematura de Jean Todt, chefe da equipe, pode fazer a Ferrari entrar em declínio em breve. “Se ele sair, aí eu digo que as coisas podem entrar em colapso”, afirmou o competidor da Honda, para logo fazer uma ressalva. “Mas ele não dirige o lado técnico do carro. Michael e Ross conversavam muito sobre como melhorar o carro”, emendou.
Barrichello ainda mandou uma dica para Kimi Raikkonen, piloto contratado para ocupar o lugar de Schumi. “Se ele conseguir um sólido apoio no primeiro quarto da temporada, será amado pelos italianos, pois há um buraco a ser trabalhado neste mundo com a saída de Michael. Caso contrário, sofrerá muita pressão e o time poderá implodir”, analisou.
Questionado se aceitava ser classificado como um piloto não tão bom quanto Schumacher, Rubinho foi claro. “Nunca”, respondeu. Ele, porém, não poupou elogios ao ex-companheiro. “Ele foi supremo. A velocidade que alcançava era uma coisa que você não podia acreditar. Mas, em condições iguais eu poderia ser campeão competindo contra ele? Com certeza. Michael nunca teve dias ruins e eu tive”, lamentou.