< !--StartFragment -- >Desde que começaram as especulações a respeito da entrada de Bruno Senna na Fórmula 1, Rubens Barrichello sempre deixou bem clara a sua opinião: o sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna ainda não está pronto para este desafio. “Lá, ou você explode logo ou eles explodem você”, justificou o veterano.
Menos badalado, mas igualmente rival de Barrichello na disputa pelo posto de titular da equipe Honda em 2009, o jovem Lucas di Grassi, 24 anos, conta com a experiência de ter sido piloto de testes da Renault durante a temporada 2008. Para Rubinho, entretanto, isso ainda não é suficiente.
O veterano usou Nelsinho Piquet, que vai para o segundo ano como titular da escuderia francesa, para embasar a sua opinião. “Ele também foi piloto de testes da Renault, mas a intenção era colocá-lo para guiar no ano seguinte. Então, eles prepararam o cara muito bem, o testando sete, oito vezes no ano. Isso prepara o garoto para um futuro. Aquele que testa uma ou duas vezes ainda não tem um preparo de experiência, de sabedoria”, avaliou.
Na semana passada, a Honda promoveu um dia e meio de testes com Bruno e com Lucas. O objetivo da equipe era avaliar o desempenho de ambos e promover o melhor. Caso nenhum do dois seja aprovado, a vaga é de Rubinho, que acompanhou atentamente estes resultados.
“O que eu sei é que a Honda está fazendo uma análise muito grande de tudo o que aconteceu, das voltas mais rápidas deles… Os dois fizeram distâncias longas para avaliação da consistência e eles foram muito bem. O Bruno até sobresaiu a minha expectativa”, reconheceu Rubinho, se referindo ao compatriota mais rápido neste “vestibular”.
Apesar da boa avaliação, Barrichello ainda mantém esperança na vaga. “Agora precisa ver o que realmente a Honda quer. Se a equipe arriscar em um piloto jovem que vai pastar muito para aprender pista e talvez com resultados ruins por falta de experiência, é uma coisa. Se ela não quiser, eu tenho ainda uma chance muito boa de continuar”, afirmou.
Rubens, entretanto, fez questão de ressaltar que não está secando o trabalho de ninguém. “Isso soa como se eu tivesse querendo tirar a coisa para o meu lado, mas não é: eu consigo me tirar do trabalho e ver a carreira deles, mesmo porque eu acho que a Fórmula 1 hoje em dia é mais difícil do que foi no passado”, destacou o piloto, que fez sua estréia na categoria com 21 anos.