Chegar à final do Campeonato Pré-olímpico masculino de basquete,
Desde os Jogos de Atlanta-96, ainda na geração de Oscar e Marcel, a seleção masculina não disputa uma Olimpíada. “Temos muitos talentos e acho que os talentos devem estar juntos para a gente conseguir esta classificação que vai ser difícil, mas não impossível se a gente estiver com todos os jogadores”.
Da lista de 19 convocados, 14 atuam fora do país e quatro já se mostraram fundamentais para a equipe. Além de Leandrinho, Anderson Varejão, Tiago Splitter e Nenê, este último afastado do grupo desde o Pré-olímpico de San Juan, em 2003. Entre os motivos alegados pelo ala/pivô para não voltar à equipe estão divergências com o comando do esporte no país.
Leandrinho evita discutir a opção do companheiro, com quem afirma ter boa amizade. “Não posso falar nada do Nenê”, destaca, mas acredita que o momento é de unir forças. “O importante é todo mundo vestir a camisa verde e amarela”, explica o jogador, que está no Brasil recuperando-se de uma cirurgia no cotovelo.
Para ele, o Brasil precisa colocar a casa em ordem para atingir suas metas. A primeira providência é garantir todos os atletas no torneio e resolver a situação de quem tem problemas com a CBB. “Acho que isso é o mais importante. A gente vê que o Nenê é um cara que tem alguns problemas, mas estes problemas estão sendo resolvidos e vamos ver o que vai acontecer”.
Na busca por uma solução, Leandrinho pede mais diálogo. “Isso não aconteceu. Pode ser que aconteça agora. Ele precisa conversar com a CBB e a CBB com ele, entrarem em algum acordo para que não haja nenhum conflito e ele esteja na seleção com a gente”, diz, destacando a importância da presença do ala/pivô no garrafão nacional. “O que a gente quer é isso. Ele é um bom jogador, muito talentoso e vem sendo muito efetivo na NBA”.