Autor do ponto da vitória no Mundial de 2002, o ex-jogador Giovane Gávio é mais um que está encantado com a excelente atuação da seleção brasileira masculina de vôlei na final deste domingo. E, para ele, vale o velho ditado: em time que está ganhando não se mexe.
“O jogo de hoje foi maravilhoso. Não tenho palavras para qualificá-lo. A conquista brasileira foi convincente e mostrou a superioridade da equipe”, comentou Giovane, agora dirigente da equipe masculina Unisul, terceira colocada na última Superliga. “Agora é pensar no Pan e nas Olimpíadas, repetindo esta fórmula que deu muito certo”, apontou.
Para ele, novos jogadores só devem realmente ganhar uma chance depois de Pequim. “Não se deve pensar agora em renovação. A seleção já mostrou que está ótima, em perfeitas condições físicas e técnicas. Por mim, esse time continuaria assim por mais dez anos”, ressaltou o ex-atacante, justificando a sua opinião. “Certamente, a qualidade brasileira impera sobre as demais seleções”, completou.
Para Gigio, brigas como as que ocorreram na partida contra a Bulgária entre Ricardinho, Gustavo e Escadinha são normais. “Não é a primeira vez que acontece na história do esporte conflitos entre jogadores e capitão. Isso é comum. A seleção é uma grande família, mas a convivência acaba gerando, em alguns momentos, um pequeno desgaste”, explicou.
Assim como o levantador da seleção, Giovane acredita que as brigas são até benéficas. “Elas servem apenas para contribuir com o aperfeiçoamento do grupo e não para destruir”, sentenciou, do alto de sua experiência.