Para o dirigente, o fim da carreira de Schumacher “não chega a ser uma tragédia” e representa até menos para a Fórmula 1 que a morte de Senna, em 1994. Ainda na entrevista, dada à revista espanhola Grand Prix, que será veiculada na próxima quarta-feira, considerou o alemão menos carismático que o brasileiro.
“Quando o (Ayrton) Senna morreu, a Fórmula 1 sobreviveu. Considero o Michael menos popular que o Senna e que sua saída não seja um problema”, garantiu. “O Michael tem uma popularidade especial. O Senna era mais global, muito diferente. Ele tinha muito mais fãs e muito mais carisma que o Michael”, continuou Ecclestone.
“Mas é claro que é uma pena que ele esteja se aposentando, mas não enxergo isso como uma tragédia. Outros campeões o substituirão”, completou o dirigente, que também disparou contra outro ídolo atual, o espanhol Fernando Alonso.
Ecclestone garantiu que o líder da temporada, dez pontos à frente de Schumacher, sentirá falta da Renault no ano que vem, quando parte para a McLaren. “É minha opinião. Sempre que o vejo na Renault, apesar do que começaram a falar, vejo que está bem ao lado do (Flavio) Briatore e do (Giancarlo) Fisichella. Talvez ele não encontre isso na McLaren”, disse o dirigente.