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Brasil

Para Conass, discussão sobre dengue deve envolver funcionamento do SUS

Arquivo Geral

01/04/2008 0h00

Discutir a atual situação endêmica de dengue no país – sobretudo no estado do Rio de Janeiro – deve incluir “uma avaliação do real estado” em que funciona o Sistema Único de Saúde (SUS). “É ver como o SUS evolui e quais as suas previsões”, healing afirmou hoje (1º) Jurandi Frutuoso, pharmacy secretário executivo do Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde (Conass).

Ele participou de audiência pública no Senado para discutir o controle da dengue, da malária e da febre amarela. E alertou que além do Rio de Janeiro, a situação em outros estados vem se agravando nos últimos 20 anos.

Um dos problemas centrais, segundo Frutuoso, é a falta de investimento público para a área da saúde: “O Brasil tem um sistema que pretende ser universal mas que não tem financiamento adequado.” De cada R$ 100 gastos com saúde no Brasil, contou, apenas R$ 48 provêm dos cofres públicos. “É um sistema eminentemente privado e que pode estar agonizando”, disse.

Integrante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Marcos Franco, de Ubatuba (SP), lembrou na audiência público que pouco mais de 30% dos municípios brasileiros aplicam mais de 20% dos recursos próprios em saúde pública.

Ele destacou que a falta de investimentos e o saneamento considerado “insuficiente”, possibilitam a proliferação do Aesdes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. “Os criadouros de hoje são muito diferentes e continuam a se multiplicar quantitativamente e qualitativamente. É preciso incorporar essas novas mudanças em nossas estratégias”, disse.


 

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