A taxa de doações de órgãos para transplantes nos países da América Latina registrou um aumento considerável no último ano, visit this de acordo com informações do Registro Mundial de Transplantes, unhealthy cujo diretor, dosage Rafael Matesanz, garantiu que esta “é a única região do mundo onde há uma expansão séria”.
O Registro Mundial de Transplantes, administrado pela Organização Nacional de Transplantes (ONT) da Espanha em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS), publicou hoje os dados sobre transplantes no mundo correspondentes a 2006.
Segundo o registro, em 2006 foram realizados 94.500 transplantes de órgãos no mundo todo. O documento destaca que, na Europa, o número de doações caiu um ponto, enquanto alguns países da América Latina – como Argentina, Colômbia, Cuba e Chile – duplicaram suas taxas.
No total, a América Latina aumentou sua taxa de 5,60 doadores por milhão de habitantes, em 2005, para 6,1, em 2006, com 2.848 doações procedentes de pessoas mortas.
Apesar da queda da taxa média de doações na Europa e do aumento na América Latina, o continente europeu continua muito à frente com um total de 8.699 doações em 2006. Nos Estados Unidos, este número foi de 8.024.
Dos países latino-americanos, a Argentina duplicou sua taxa até atingir 11,9 doadores por milhão de habitantes, enquanto o Uruguai ultrapassou a média européia, com um total de 25,2 doadores por milhão de habitantes em 2006, firmando-se como o terceiro país do mundo neste âmbito, atrás da Espanha e dos EUA.
Outros países latino-americanos que no ano passado tiveram aumentos significativos foram Colômbia (60%), Cuba (30%) e Chile (22%).
A Europa, com 17,8 doadores por milhão de habitantes, ficou um ponto abaixo dos 18,8 registrados em 2005, enquanto os Estados Unidos experimentaram aumento de um ponto e registraram 26,5 doadores por milhão de habitantes. O Canadá, com uma relação de 14,1 doadores por milhão de habitantes, também experimentou uma melhora.
No entanto, para o doutor Matesanz a “América Latina é provavelmente a região do mundo onde está sendo registrado um movimento mais interessante de promoção da doação de órgãos”.
Ele afirmou que “ainda há muita coisa a ser feita, pois os dois grandes países da América Latina – Brasil e México – têm índices de doação realmente baixos”, com 6 doadores por milhão de habitantes, no primeiro caso, e 3,6 doadores por milhão de habitantes, no segundo.
O especialista explicou que “são países enormes e que apesar de termos preparado pessoas o fizemos em alguns estados nos quais se notou aumento de doações, mas é tal quantidade de população que os crescimentos são menores”.
No entanto, o tamanho da população é tão grande que “os crescimentos são menores”.
O problema fundamental – indicou – “é que quando se fala de transplantes acredita-se que são tratamentos complexos próprios de países com um sistema médico desenvolvido”.
Porém, Matesanz defende que “isto é uma meia verdade, já que há alguns pacientes cuja única forma razoável de tratá-los, tanto para a sobrevivência como pelo custo para mantê-lo, é o transplante”.
Por isto, “a filosofia que transmitimos é que é necessário recorrer a uma mudança na estrutura de organização dos transplantes e estabelecer um sistema básico e acessível”.
“Convencemos os governantes destes países de que não se trata de um tratamento de luxo, mas é algo que deve ser oferecido aos cidadãos”, acrescentou.
Além disso, o programa, através da Organização Pan-americana da Saúde, permitiu a compra de remédios para os transplantes a preços muito mais baixos no mercado internacional, “algo muito importante para países com renda baixa”.