Após decidirem as duas últimas Superligas femininas, com um título para cada lado, e manterem a igualdade nas quatro partidas da série melhor-de-cinco que define o campeão da edição 2006/2007 do torneio, Rexona/Ades e Finasa/Osasco pregam concentração total na disputa da quinta partida, programada para este sábado, às 9h30, no ginásio Caio Martins,
Com tanto equilíbrio, os técnicos das equipes pregam atenção total aos detalhes. “O objetivo é ter equilíbrio nos momentos decisivos. Para isso, elas precisam estar confiantes. Temos muitas jogadoras jovens e que não têm tanta experiência no grupo. É preciso que as atletas estejam bem preparadas mental e fisicamente”, comentou o técnico Bernardinho, do Rexona/Ades.
Para ele, estar preparado significa uma série de fatores. “A confiança no próprio potencial é adquirida a partir de uma junção de alguns fatores. Ou seja, não é só com conversa e trabalho psicológico. Temos também de exigir o máximo das jogadoras nos treinamentos para que estejam bem preparadas física, tática e tecnicamente”, explicou.
Técnico da equipe paulista, Luizomar de Moura garante que seu time está pronto para o duelo. “O equilíbrio mostrado nessa série final criou uma expectativa muito grande para esta partida. O Osasco está muito focado em seu objetivo: o título. Todos os confrontos com o Rexona são difíceis e decididos nos detalhes. Para conseguir a vitória, o time deve se manter focado durante todo o jogo”, analisou.
Fazendo mistério, Luizomar ainda não definiu a levantadora titular: Fernandinha ou Fabiana Berto. “Ainda não sei quem irá jogar. Estamos trabalhando muito forte com as duas jogadoras porque isso pode ser um diferencial. Só tenho certeza de uma coisa: a escolhida para iniciar a partida dará conta do recado”, destacou.
Líbero do Osasco, Arlene espera um jogo muito complicado. “São duas equipes que têm o mesmo poder ofensivo. O nosso time, no entanto, precisa se prevalecer na partida sem dar chance ao adversário”, comenta a mineira, de 37 anos e 1,78m.
A capitã Elisângela concorda. “Esse é um jogo em que não podemos errar. Por isso, treinamos bastante com o objetivo de entrar tranqüilas em quadra”, lembra a atleta, chamando atenção para um detalhe específico. “Nos dois confrontos passados perdemos o primeiro set. Dessa vez, precisamos vencê-lo para ter mais tranqüilidade na hora de forçar o saque ou o ataque”, afirmou.
Do outro lado da quadra, Fabi garante que não falta motivação ao Rexona. “Treinamos o ano todo em busca desta final. Tenho dormido todos os dias pensando nos jogos e tentando refletir sobre o que precisamos melhorar. Os dois lados com certeza darão a vida para levar esse título histórico”, afirmou.
Na opinião da atacante Sassá, o time tem de controlar a ansiedade para evitar problemas durante a decisão. “Agora é matar ou morrer. Estamos preparadas tanto tecnicamente como emocionalmente. Quanto à pressão, é tranqüilo e sabemos que vamos dar nossa vida em quadra”, comentou.
Rexona e Osasco já se enfrentaram 62 vezes na história – somados Superliga, amistosos e outras competições –, sendo 32 vitórias para as paulistas e 30 para as cariocas. Já em Superliga a vantagem é do time de Bernardinho com 23 triunfos contra 18 do adversário.
A formação inicial do Rexona será Dani Lins, Renatinha, Sassá, Regiane, Thaisa, Fabiana e Fabi (líbero). O Osasco, por sua vez, deve iniciar com Fernandinha (Fabiana Berto), Elisangela, Paula Pequeno, Natália, Carol Gattaz, Valeskinha e Arlene (líbero).