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Brasil

Organização atrasa contrução de arquibancadas em Interlagos

Arquivo Geral

13/06/2007 0h00

O autódromo de Interlagos deverá ganhar uma arquibancada de 8500 lugares em sua reta principal, bem de frente para os boxes. A promessa foi feita pela Empresa de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, a SP Turis, que ainda aguarda a solução de alguns entraves legais – e logísticos – para que as principais mudanças possam ser implementadas a tempo do GP do Brasil de Fórmula 1.


 


O circuito será submetido a uma vistoria da FIA no dia 17 de agosto, quando as mais significativas alterações do projeto já devem estar concluídas. Porém, pelo menos por enquanto, o início da construção dos novos lugares segue em compasso de espera, atrasada pelo edital de contratação da empresa responsável pela construção.


 


“Nós mudamos a publicação do edital, porque estávamos tentando encontrar caminhos mais inteligentes para preservar recursos públicos”, afirmou Caio Luiz de Carvalho, presidente da SP Turis, que garante ser proposital o adiamento das reformas. “Poderíamos começar as obras hoje, mas vamos começar na segunda-feira. Há um compromisso com a CBA de não iniciar até o dia 18, por causa da Stock Car”, completou, lembrando que a categoria Júnior da Stock corre em Interlagos neste fim de semana.


 


As primeiras obras prometidas para o dia 18 de junho são referentes apenas à raspagem do asfalto da pista, que será inteiramente recapeada. Como o atraso das reformas já era previsto pelos organizadores, foi decidido então esperar um pouco mais pela escolha da empresa responsável pela construção das novas arquibancadas – que será eleita por um pregão eletrônico, e não pela licitação tradicional.


 


De acordo com o presidente da SP Turis, a escolha eletrônica ajudará a encurtar o tempo necessário para a escolha e permitirá que ela seja feita ainda com um pouco de atraso em relação às primeiras obras. “A licitação demora 40 dias, e o pregão, 20 dias. O edital das arquibancadas sai na sexta-feira, já que é o único que está com atraso no cronograma”, prometeu Caio Luiz de Carvalho, que mostrou entusiasmo com o planejamento.


 


“Acredito que nós estamos dentro do prazo. O que atrasou um pouco o edital, e não atrasará a entrega das obras, foi a questão das (arquibancadas) tubulares. Nós estamos em um esforço muito grande para modificar esta estrutura que acontece todo ano, reduzindo o custo para o poder público”, assegurou, com um paralelo otimista e incomum. “Em julho do ano passado, nós nem sabíamos de onde os recursos viriam.”

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