A greve de funcionário do setor automotivo no sul do Brasil, que completou nove dias nesta segunda-feira, poderia estender-se à filial da multinacional sueca Volvo em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos local.
O vice-presidente da entidade, Nelson Silva de Souza, afirmou que a multinacional tem um prazo que vai até a terça-feira para apresentar uma proposta de reajuste salarial e dar respostas a outras reivindicações solicitadas pelo sindicato.
A empresa oferece uma correção salarial de 4,44% para o período entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, além de um aumento real de 2% a partir deste mês e um bônus de R$ 2 mil.
No entanto, os funcionários da Volvo pedem um aumento salarial de R$ 1.500, 100% de correção para os últimos 12 meses, 3% de aumento real a partir de setembro e garantia de emprego até o dia 31 de dezembro.
Na região, 8.500 funcionários do grupo alemão Volkswagen-Audi e do franco japonês Renault-Nissan estão em greve há nove dias e, com a paralisação, as duas companhias deixaram de produzir 12.470 automóveis no período, segundo dados do sindicato.
Nesta segunda-feira, representantes dos sindicatos e das duas companhias buscaram um acordo na Justiça e as propostas serão analisadas em assembléias marcadas para amanhã.
No estado de São Paulo, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista aceitou as propostas de reajuste salarial apresentadas pelas empresas que têm fábricas na região.
Aproximadamente 3 mil funcionários do setor de autopeças, no entanto, continuam desempregados.
Já os funcionário da filial da General Motors (GM) em São José dos Campos, também em São Paulo, entraram em greve nesta segunda-feira após rejeitarem a proposta apresentada pela companhia.