As polícias civis de 16 estados realizaram, entre 16 e 20 de março de 2026, a Operação Redecarga, coordenada para combater organizações criminosas envolvidas em roubos e furtos de cargas. A iniciativa contou com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Cargas.
Durante a operação, foram presas 73 pessoas e cumpridos 109 mandados de busca e apreensão. As ações causaram prejuízo superior a R$ 16 milhões ao crime organizado, com a recuperação de cargas avaliadas em mais de R$ 6 milhões, totalizando 48 mil itens como alimentos, eletrônicos, bebidas, medicamentos e insumos industriais.
Além disso, foram apreendidos 23 kg de drogas, veículos usados no transporte das mercadorias, equipamentos e documentos que auxiliarão nas investigações. As equipes identificaram estruturas logísticas utilizadas para armazenar, distribuir e comercializar as cargas no mercado ilegal, incluindo empresas de fachada, depósitos clandestinos e estabelecimentos comerciais que revendiam produtos a preços abaixo do mercado.
Para o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Diopi/Senasp), José Anchieta Nery Neto, a operação reforça a importância da cooperação entre entes federativos. “A atuação integrada entre os estados e o Governo Federal é fundamental para enfrentar organizações criminosas que operam de forma interestadual. A Redecarga amplia o compartilhamento de informações e permite a realização de operações conjuntas, o que fortalece a capacidade de resposta das forças de segurança e produz resultados concretos no combate ao roubo e furto de cargas”, destacou.
A Operação Redecarga mobilizou unidades especializadas das Polícias Civis em ações simultâneas em rodovias, centros logísticos, transportadoras, galpões e estabelecimentos suspeitos. As diligências incluíram abordagens, fiscalizações e investigações em pontos estratégicos, com foco na identificação de locais de armazenamento, receptação e distribuição de cargas roubadas ou furtadas, além do rastreamento de rotas para o escoamento no mercado paralelo.
As investigações revelam que as quadrilhas atuavam de forma estruturada, com redes de receptação e distribuição que impactam o setor produtivo e a economia nacional. A operação enfatiza a integração entre órgãos de segurança pública e o compartilhamento de inteligência para desarticular essas organizações.