A Operação Mute, em sua 10ª edição, foi deflagrada na segunda-feira (16) para combater comunicações ilícitas utilizadas por organizações criminosas a partir do sistema prisional brasileiro.
A iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), é realizada em conjunto com a Polícia Federal e as polícias penais dos estados e do Distrito Federal. A ação ocorre simultaneamente em presídios de todo o País e incorpora tecnologias avançadas, como georadar de penetração no solo, kits portáteis de varredura (TTK) e equipamentos táticos de revista eletrônica. Esses recursos representam um investimento superior a R$ 59 milhões pela Senappen, com foco no fortalecimento da segurança pública.
Nas nove fases anteriores, realizadas desde a criação da operação em 2023, foram apreendidos 7.542 celulares em unidades prisionais. Ao todo, 35.056 policiais penais participaram das ações, inspecionando 34.837 celas.
Coordenada pela Senappen, via Diretoria de Inteligência Penal (Dipen), a Operação Mute envolve planejamento estratégico, ações de inteligência e atuação coordenada das equipes. As revistas simultâneas em celas e pavilhões visam localizar e apreender materiais ilícitos, como celulares, que facilitam a prática de crimes fora do sistema prisional.
A iniciativa reforça a integração entre União, estados e Distrito Federal no combate ao crime organizado, ampliando a presença do Estado nas unidades prisionais e contribuindo para a redução da criminalidade ao interromper comunicações ilegais e dificultar a articulação de grupos criminosos. A operação promove também a padronização de procedimentos de revista, aumentando o controle e a fiscalização.
*Com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública