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Brasil

Operação mira esquema de propina no Porto do Rio e afasta servidores da Receita

Investigação aponta prejuízo de até R$ 500 milhões com liberação irregular de cargas

João Victor Rodrigues

28/04/2026 10h06

Foto: divulgação/PF

Uma ação conjunta da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal (MPF) foi deflagrada nesta terça-feira (28) para desarticular um esquema de corrupção no Porto do Rio de Janeiro. Batizada de Operação Mare Liberum, a investigação apura a liberação irregular de contêineres mediante pagamento de propina, com prejuízo estimado em cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos.


Ao todo, foram expedidos 45 mandados de busca e apreensão contra importadores, despachantes e servidores públicos. As diligências ocorreram na capital fluminense e em cidades como Niterói, Nilópolis, Nova Friburgo e Vitória (ES), incluindo endereços ligados às alfândegas do porto e do Aeroporto do Galeão, além da sede da Receita no estado.


A Justiça determinou o afastamento de 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários suspeitos de participação no esquema, além do bloqueio de até R$ 102 milhões em bens. Nove despachantes também foram impedidos de atuar nas operações portuárias enquanto durarem as investigações.


De acordo com os órgãos envolvidos, o grupo facilitava o desembaraço de mercadorias sem fiscalização adequada, permitindo a entrada de produtos com informações divergentes das declarações oficiais. Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, contrabando, descaminho, sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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