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Brasil

Operação federal apreende explosivos e combustíveis contra garimpo ilegal na Terra Sararé

A força-tarefa completou duas semanas de ações, desestruturando a logística dos invasores com prejuízo estimado de R$ 36,9 milhões.

Redação Jornal de Brasília

10/04/2026 16h04

garimpo na terra sararé

Foto: Divulgação

A Operação de Desintrusão da Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso, promovida pelo Governo Federal, completou duas semanas nesta segunda-feira (6). A iniciativa visa desestruturar a logística dos garimpeiros ilegais, com foco na apreensão de insumos essenciais para suas atividades.

De acordo com o coordenador Nilton Tubino, a desestruturação dos suprimentos é crucial para inviabilizar o garimpo. Em relatório recente, foram inutilizados 80 quilos de explosivos, 20 mil litros de diesel e 4 mil litros de gasolina. ‘Sem combustível, o garimpo não funciona’, afirmou Tubino, destacando que geradores e motores dependem desses recursos.

Além das apreensões dentro da terra indígena, a força-tarefa estendeu ações à região circundante para identificar redes de apoio. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) lacrou um posto de combustível em Cárceres/MT por irregularidades na aquisição e venda. Os agentes removeram dois reservatórios com capacidade de 70 mil litros cada para suspender as operações e prevenir fraudes.

Outro posto, o ‘Posto Tio Sam’, em Pontes e Lacerda, foi autuado por movimentações atípicas de combustíveis, superior ao registrado em notas fiscais, e por operar sem autorização da ANP. Sua localização estratégica sugere uso como ponto logístico para garimpo ilegal. Adicionalmente, sócios desses estabelecimentos foram identificados como responsáveis por revenda irregular no Auto Posto J. F. Ltda, na BR-070, km 663, que não registra aquisições desde 2023.

A operação, deflagrada há duas semanas, realizou 310 ações, incluindo fiscalizações, operações aéreas, terrestres e fluviais. O prejuízo aos garimpeiros é estimado em R$ 36,9 milhões, com a destruição de 64 acampamentos, 220 motores de garimpo, 92 geradores, 38 motocicletas e 69 maquinários leves, entre outros itens.

A megaoperação integra diversos órgãos, como a Casa Civil (coordenação), Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Ministério da Defesa, Abin, AGU, Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e Censipam.

*Com informações da Casa Civil

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