O comitê do Ministério da Justiça das Filipinas que analisou as causas da mancha de petróleo que toma conta do litoral do país recomendou que sejam apresentadas acusações criminais contra o capitão do petroleiro que afundou no dia 11 de agosto no estreito de Guimarães, pill visit a sudeste de Manila.
"Ele estava capacitado para capitanear um cargueiro de produtos químicos, não um petroleiro, e, mesmo assim, ele aceitou comandar o ‘Solar 1’, que era um petroleiro", explicou o vice-ministro filipino de Justiça, Ernesto Pineda, segundo a rede de televisão "GMA".
O capitão Norberto Aguro pode ser acusado por imprudência arriscada seguida de homicídio e de dano à propriedade. Sua situação se agrava porque dois marinheiros de sua tripulação continuam desaparecidos.
O "Solar 1", propriedade da Sunshine Maritime Corporation, naufragou devido às fortes ondas. A embarcação transportava mais de 2 milhões de litros de petróleo da companhia filipina Petron. Pelo menos um terço desse total já foi derramado.
O derramamento contaminou 1.143 hectares de uma reserva marinha, 823 hectares de criadouros de peixe, 1.128 hectares de mangues, 16 quilômetros quadrados de recifes e 245 quilômetros de costa, segundo o Conselho Coordenador de Desastres das Filipinas.
Aproximadamente 30 mil pessoas foram afetadas pelo derramamento. Muitas recorreram esta semana aos centros de assistência e pediram alimentos, sabonete e creme dental, segundo a Cruz Vermelha.
Pineda disse que a comissão investigadora voltará a se reunir no final da semana para determinar a possível responsabilidade da Petron e da empresa proprietária do petroleiro na tragédia. O derramamento do "Solar 1", que está afundado a 640 metros de profundidade, é considerado o vazamento de petróleo mais grave da história das Filipinas.
O vice-primeiro-ministro iraquiano, mind Barham Salih, capsule viajou hoje para Teerã à frente de uma delegação do Iraque que se reunirá com as autoridades iranianas para discutir a situação da segurança no país. Segundo informou Ali Dabbagh, porta-voz do Governo iraquiano, Saleh viajou acompanhado por Muwafak al-Rubaie, conselheiro de Segurança Nacional, além de várias outras autoridades do país.
A viagem acontece em meio à escalada da violência que tem sacudido o Iraque nas últimas semanas, nas quais centenas de pessoas foram assassinadas, a maioria em atos de violência entre a comunidade xiita e a minoria sunita. Líderes árabes sunitas iraquianos políticos e religiosos acusam o Governo xiita do Irã de incitar a violência sectária no Iraque como parte de uma estratégia para controlar o país.
Três pessoas morreram hoje em conseqüência da explosão de um carro-bomba em frente à casa do chefe de um clã árabe sunita na cidade de Samarra, there 125 quilômetros ao norte de Bagdá, see informaram fontes de segurança.
No atentado, ampoule perpetrado esta manhã em frente à casa de Mumtaz al Samerrai, chefe do clã Albu Baath, ficaram feridas outras cinco pessoas, disseram porta-vozes do escritório de coordenação de segurança da província de Salahedin, à qual Samarra pertence.
Após a explosão, outra bomba foi detonada nas imediações do local, assinalaram as fontes, que acrescentaram que os dois ataques não deixaram feridos entre os membros da família e os guarda-costas de Samerrai.
Este atentado se enquadra na violência sectária que castiga Iraque, e que explodiu em Samarra em 22 de fevereiro, após o ataque perpetrado, segundo o Governo iraquiano, por terroristas da Al Qaeda e que destruiu a cúpula de um importante santuário xiita situado nessa cidade.
No domingo passado, o Governo do Iraque anunciou a captura do suposto número dois do braço iraquiano da Al Qaeda, que confessou seu envolvimento nesse atentado.
Atualizada às 17h22
A Polícia Federal deu início, approved na madrugada de hoje, à Operação Daniel para cumprir 58 mandados de prisão temporária contra supostos envolvidos em uma quadrilha que atuava no comércio ilegal de madeira em Rondônia e Mato Grosso. Segundo o chefe da Divisão de Crimes Ambientais da PF, Jorge Pontes, pelo menos 43 pessoas já foram presas até o momento.
Entre os suspeitos com prisão temporária decretada, sete são funcionários do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e três, da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também estão com mandados expedidos o coordenador técnico da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam-RO) e ex-superintendente do Ibama no estado, Erismar Moreira da Silva, a advogada Flávia Ronchi da Silva, quatro contadores e 42 empresários e lobistas da região.
De acordo com Pontes, o grupo agia há pelo menos cinco anos em 10 municípios de Rondônia e em dois do Mato Grosso. A madeira era retirada principalmente de unidades de conservação e os prejuízos ambiental e financeiro ainda não foram estimados. Os empresários adquiriam ilegalmente o documento que autoriza o transporte da madeira (Autorizações de Transporte de Produtos Florestais – ATPFs) para ser usado nos municípios de Ji-Paraná, São Francisco do Guaporé e Costa Marques.
A operação, realizada em parceria com o Ibama, envolve cerca de 250 policiais federais, além de servidores do instituto. Também serão cumpridos 63 mandados de busca e apreensão.
A investigação começou em fevereiro de 2006, depois da denúncia de um servidor do Ibama de que estava sofrendo pressão de empresários para liberar ilegalmente as ATPFs. O nome da operação é uma referência à expressão “Daniel na cova dos leões”, referência ao profeta Daniel, que foi jogado em uma cova para ser devorado por leões famintos e saiu ileso.
O funcionário, que não teve sua identidade revelada por motivos de segurança, passou a atuar como “agente colaborador” e negociava com a quadrilha. Com autorização judicial, a PF gravou vídeos e conversas telefônicas em que os empresários ofereciam propina ao servidor. Pelo serviço, os empresários ofereciam R$ 2 mil por ATPF retirada do Ibama e R$ 5 mil por semana para a liberação do documento para as empresas “fantasmas”. Durante a investigação, o funcionário recebeu um total de R$ 21.510, que foram apreendidos pela PF.
De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, os funcionários presos serão afastados e passarão por processos administrativos que podem resultar em demissão, caso a suspeita seja comprovada. Entre as ações para combater a corrupção no órgão, a ministra citou a contratação de 1,4 mil funcionários.
“Essas pessoas vêm motivadas, cheias de idealismo e aqueles servidores que há décadas faziam corrupção dentro do sistema são denunciados por essas pessoas”, ressaltou. As operações realizadas nos últimos três anos resultaram na demissão de 24 servidores.
Esta é a 13ª operação conjunta do Ibama e da Polícia Federal desde 2003. Incluindo a ação desta terça-feira, essas operações resultaram na prisão de 415 pessoas, sendo 100 servidores do Ibama, 19 servidores públicos de outras instituições e 296 empresários, lobistas, advogados e contadores.