As Nações Unidas apresentaram nesta quinta-feira, view 24 de janeiro, viagra um programa destinado a reduzir o impacto de desastres naturais em infra-estruturas hospitalares, drugs que em muitos casos, e, sobretudo nos países em desenvolvimento, não estão preparadas para enfrentarem catástrofes.
O programa tem como objetivo fazer com que cada hospital elabore e se organize em função de um plano próprio de gestão de riscos, tanto naturais como os produzidos por intervenção humana, declarou Samir Ben Yahmed, analista da Organização Mundial de Saúde (OMS), em coletiva de imprensa.
Os hospitais estão submetidos a riscos permanentes relacionados com a propagação de incêndios e de doenças infecciosas, a fuga de substâncias nocivas ao homem, a queda dos sistemas informáticos ou mesmo ameaças naturais – terremotos, furacões e enchentes -, exacerbadas agora pelo fenômeno da mudança climática, acrescentou Yahmed.
A diretora adjunta do Secretariado da ONU para a Redução de Catástrofes (ISDR, sigla em inglês), Helena Molin, explicou que desastres como os citados pelo analista da OMS provocam danos em “centenas de hospitais e outros centros de atendimento médico” anualmente, apesar de as prevenções contra desastres serem algo “simples”.
Helena explicou que os gastos com a adoção de medidas preventivas nas fases de concepção e construção de um novo hospital representam menos de 4% do custo total de um hospital.
Para ilustrar a importância do novo programa, a diretora adjunta do ISDR lembrou que o terremoto registrado em agosto passado no Peru “privou a cidade de Pisco (a mais afetada) de 97% de suas camas de hospital”, e que um desastre similar no Paquistão, em 2005, “destruiu totalmente 50% dos centros de saúde nas regiões mais atingidas”.
“O preço a pagar se um hospital fica fora de serviço quando ocorre uma catástrofe é exorbitante. Tornar hospitais mais seguros acaba sendo econômico”, declarou, por sua vez, Salvador Briceño, diretor do ISDR.
O analista Yahmed, da OMS, acrescenta que a prevenção passa por questões fundamentais como “escolher bem o local onde será construído o hospital”, pois muitas vezes os centros de saúde são edificados em áreas expostas a desastres previsíveis, como enchentes ou deslizamentos de terra.
A disposição dos hospitais também é fundamental, pois “colocar as saídas ou as salas de emergência em locais errados pode provocar muitas mortes”, concluiu o representante da OMS.