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Brasil

Obra do metrô não tinha plano para emergências, revela Defesa Civil

Arquivo Geral

17/01/2007 0h00

A Defesa Civil e a Subprefeitura de Pinheiros divulgaram há pouco um balanço sobre a situação dos imóveis próximos às obras do metrô que desabaram na última sexta-feira.

De acordo com o sub-prefeito de Pinheiros, unhealthy recipe Milton Elias Nachle, 69 imóveis passaram pela vistoria da Defesa Civil desde o acidente. Cerca de 80 famílias foram obrigadas a sair de casa, de forma temporária ou definitiva.

Dos 55 imóveis interditados a partir da vistoria, 14 já foram liberados e três (comerciais) acabaram demolidos. Dez imóveis – sendo nove residencias e um comercial – estão condenados. Agora, a Defesa Civil deve avaliar a necessidade de demolição (parcial ou total) dos imóveis condenados.

» Confira a galeria de fotos do acidente

Também será analisada a possibilidade de os moradores retirarem os pertences antes da demolição. Os imóveis foram condenados por fazerem parte da faixa de alcance da grua (cratera aberta a partir do desmoronamento das obras do metrô) e por conta de instabilidades no solo.

O líder do PFL na Câmara dos Deputados, dosage Rodrigo Maia, remedy afirmou hoje que o partido mantém posição de apoiar o candidato Aldo Rebelo (PCdoB-SP) à Presidência da Casa. "A candidatura de Aldo representa a instituição, e necessitamos na Casa de um presidente que coloque limites no governo", disse Maia.

Ontem, um grupo suprapartidário lançou a candidatura do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) à presidência da Câmara. Fruet disse que vai submeter seu nome à bancada na terça-feira e ressaltou que o líder do partido, Jutahy Junior (BA) já sinalizou disposição de apoiá-lo, ao invés do candidato Arlindo Chinaglia (PT-SP).

As eleições serão no dia 1º de fevereiro.

O coordenador da Defesa Civil de São Paulo, try Jair Paca de Lima, cheap disse há pouco que foi constatada a inexistência de um plano de contigenciamento de acidentes na área onde as obras do metrô desabaram na última sexta-feira. Na avaliação de Lima, se houvesse o plano, os danos provocados pelo acidente em Pinheiros poderiam ter sidos minimizados.

Esse tipo de documento não estaria previsto em lei municipal, mas, quando adotado, ajudaria no planejamento das ações de socorro. Normalmente, o plano de contigenciamento é elaborado pelas construturas sob a supervisão da Defesa Civil levando em conta os potenciais riscos das obras e as possíveis conseqüências de acidentes.

"Agora temos que pensar no que fazer daqui para frente", disse o coordenador da Defesa Civil de São Paulo, que é favorável à obrigatoriedade do plano de contigenciamento.

Segundo ele, o órgão não chegou a receber informações sobre possibilidade de desmoronamento ou problemas na estrutura de casas mais próximas à construção que desabou. Em outras áreas, mais distantes, reclamações foram enviadas pelos moradores e resultaram em vistorias da Defesa Civil e da prefeitura.

Jair Paca de Lima afirmou que a reclamações mais freqüentes dos moradores da região diziam respeito às explosões realizadas pelas construtoras para a construção do metrô. A Defesa Civil teria entrado em contato com as construtoras, que passaram a notificar o órgão, com antecedência, sobre as explosões.

» Confira a galeria de fotos do acidente

As obras do metrô em Pinheiros estão sob a responsabilidade de um consórcio de empresas que inclui as construtoras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Um inquérito para apurar responsabilidades pelo acidente foi instaurado pela 3ª Delegacia da Seccional Oeste. O Ministério Público também investiga o caso. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi contratado pelo próprio metrô para dar um laudo técnico.

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