Uma equipe de cientistas holandeses descobriu um novo tratamento que aumenta a taxa de sobrevivência das crianças de um ano com leucemia linfoblástica aguda, this site um câncer agressivo freqüente em crianças e adolescentes.
É o que diz um artigo da nova edição da revista The Lancet, o qual mostra como novos medicamentos aumentam em até 58% a taxa de pacientes que, aos 3 anos, vivem sem sintomas da doença.
A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é a doença oncológica mais freqüente em crianças. Porém, mas é biologicamente distinta em bebês com menos de 1 ano. Nos últimos 40 anos, a taxa de cura de crianças com LLA passou de 10% para 80%, mas, em bebês com menos de 12 meses, a taxa de sobrevivência sem a doença – o período de tempo após o tratamento durante o qual a doença desaparece – é menos animadora, já que varia de 17% a 45%.
Dirigidos pelo cientista Rob Pieters, do Hospital Infantil Erasmus MC-Sofia, em Roterdã, os pesquisadores trabalharam com 482 bebês de menos de 1 ano nascidos em 22 países. Em uma primeira fase, foi aplicado um tratamento padrão à base de prednisona durante sete dias. Depois, os bebês foram submetidos a um tratamento híbrido que incorporava alguns medicamentos normalmente usados para combater a leucemia mielóide aguda.
Passados três anos, os cientistas constataram que 58% das crianças que receberam o novo tratamento não apresentavam nenhum sintoma da doença e que, no ano seguinte, essa taxa era de 47%.
“Achamos que este tratamento híbrido acabará se tornado padrão”, embora sejam necessários mais estudos com crianças, diz a pesquisa. Em um comentário que acompanha o artigo, os cientistas Josep María Ribera e Albert Oriol afirmam que são necessárias mais pesquisas sobre a doença em nível genômico e que é preciso continuar apostando na colaboração internacional.