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Brasil

Novas regras geram discordância na Fórmula 1

Arquivo Geral

24/05/2007 0h00

Às vésperas do Grande Prêmio de Mônaco da Fórmula 1, as regras que deverão vigorar a partir de 2011 andam gerando discordâncias entre chefes de equipe da categoria. As questões de meio ambiente e custos que envolvem o novo regulamento podem fazer com que muitas equipes independentes, ou seja, que não são bancadas por montadoras, desistam da F-1.


 


Essa é a opinião de Ron Dennis, chefe da McLaren, que tem parte de suas ações pertencentes à Mercedes-Benz. “Não me sinto confortável com regras que favorecem montadoras, que a qualquer momento podem abandonar a categoria por não ser o nicho de negócios delas. A história mostra que elas escolhem parar a qualquer pequena mudança”, afirmou.


 


Exceção feita à Ferrari, outras montadoras já se mostraram propensas a abandonar a principal categoria do automobilismo. O presidente da Renault, Carlos Ghosn, nunca escondeu seu desejo de retirar a sua marca da F-1. A condição para que a equipe continuasse a existir seria a manutenção da competitividade do time, fato que não ocorre neste ano.


 


Porém, para Nick Fry, dono da equipe Honda, é preciso haver mudanças na mentalidade das equipes para com o meio ambiente. “Na minha opinião, é completamente obrigatório (um regulamento ecologicamente melhor e com menos custos). Não consigo imaginar uma Fórmula 1 no futuro sem nenhum passo nessa direção”, disse. A Honda já chama a atenção para o meio-ambiente nesta temporada, com a pintura de seus carros sendo a do planeta Terra, sem nenhuma exposição de marcas em sua lataria.


 


Jean Todt, chefe da Ferrari, partilha quase que totalmente do pensamento de Fry. “Não entrarei em detalhes, mas aprovo uns 80% do que foi proposto. Acho que a coisa toda deve ser aplaudida, mas é uma boa questão para discussão”, falou.

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