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Brasil

Nova variante da Covid-19, XFG, já responde por 62% dos casos no Rio de Janeiro

Fiocruz identifica subvariante sob monitoramento pela OMS; vacinação segue eficaz e cuidados básicos são reforçados

Redação Jornal de Brasília

16/07/2025 20h58

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) confirmou a circulação da nova variante do SARS-CoV-2, chamada XFG, no município do Rio de Janeiro. Identificada entre os dias 1º e 8 de julho em 46 dos 74 casos sequenciados (62% do total), a subvariante já predomina entre os diagnósticos de covid-19 na capital fluminense.

O sequenciamento genético foi realizado pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC, referência para o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS). A XFG já havia sido registrada em São Paulo, Ceará e Santa Catarina.

Classificada pela OMS como “variante sob monitoramento” desde 25 de junho, a XFG é uma linhagem recombinante, com mutações associadas a leve evasão da resposta imune. Apesar disso, especialistas da Fiocruz e da OMS informam que não há indícios de maior gravidade da doença ou impacto relevante na eficácia de vacinas e antivirais. As informações são da Agência Brasil.

No Rio, a vigilância genômica foi intensificada após um discreto aumento de casos em unidades básicas de saúde. A ação envolve parceria entre o IOC e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-RJ), que permite resposta rápida a alterações no perfil de circulação do vírus.

A virologista Paola Resende, que participa do grupo técnico da OMS, destaca a importância da vacinação com os imunizantes atualizados para a linhagem JN.1, disponíveis no SUS. “As vacinas continuam protegendo contra a XFG, principalmente contra sintomas, casos graves e mortes”, disse. Ela também reforça o uso de máscaras por pessoas com sintomas gripais e a higienização das mãos.

Além da XFG, uma amostra da linhagem NB.1.8.1 também foi detectada. Outras variantes do SARS-CoV-2 seguem em circulação, mas sem predominância.

O coordenador de Informática Estratégica em Vigilância em Saúde da SMS, Caio Ribeiro, explicou que a parceria com o IOC inclui treinamento, coleta e envio de amostras, permitindo ao município antecipar ações, como a ampliação de leitos ou comunicação preventiva à população. Ele reforçou que as medidas sanitárias seguem as mesmas: higiene frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas e manutenção do calendário vacinal.

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