Brasil

Notícias falsas são ainda ameaças contra vacinação, explica pesquisador

Segundo o professor de comunicação Henrique Moreira, ‘o meio de compartilhamento de fake news mais comum é o caminho das mídias sociais

Paloma Cristina e Érica Miranda / Agência UniCEUB

A agente de saúde Sueli Araújo, 44 anos, afirma que já ouviu falar muito sobre fake news em relação à vacinação contra a covid-19. Segundo ela, há falácias nas ruas como “a vacina muda os genes e que daqui algum tempo aparecem outras doenças em quem recebe a vacina”. Segundo o pesquisador em comunicação Henrique Moreira, as fake news afetam diretamente na área da saúde causam desinformação, preconceito, e contribuem para aumentar o caos e a incerteza num momento tão dramático como o que está sendo vivido.

O professor crê que é uma situação perigosa para a sociedade, e que acaba por desacreditar nas autoridades e nas orientações científicas. Para Henrique Moreira, a volatilidade com que a mentira circula, não dá tempo de formar um juízo de valor a respeito do assunto, pois é tudo muito rápido. Ele acredita que as fake news afetam diretamente na área da saúde da mesma forma que elas afetam as outras áreas, o que causa desinformação, preconceito, e contribui para aumentar o caos e a incerteza num momento tão dramático como o que está sendo vivido. O professor completa que é uma situação perigosa para a sociedade, que acaba por não acreditar nas autoridades e nem seguir as orientações científicas.

Segundo o professor de comunicação Henrique Moreira, ‘o meio de compartilhamento de fake news mais comum é o caminho das mídias sociais. No Brasil, as pesquisas indicam que o Whatsapp é a ferramenta mais utilizada para propagar esse tipo de informação. “É importante dizer que da mesma forma que as notícias falsas se difundem rapidamente, elas também são esquecidas ou substituídas por novas notícias falsas.”

Isso atrai a atenção das pessoas que replicam o que recebem sem se preocupar com a fonte da informação, é o que conta o professor Henrique. Essa produção das fake news não obedece a procedimento nenhum. “Hoje em dia é muito comum as pessoas não acompanharem a evolução de determinado assunto que passa a circular através das mídias”.

Desinformação

O agente de saúde, Luiz Camargo, 43 anos, já escutou “diversas” fake news, sobre a vacinação e relata que pessoas já comentaram que tomando a vacina tudo voltaria ao normal, por acreditar que somente com este método da vacinação séria a solução eficaz para a pandemia. Ele ainda afirma que um dos métodos para combater a desinformação é buscar esclarecimentos com profissionais da saúde para informar a população corretamente sobre as vacinas disponíveis, combatendo a disseminação de informações inverídicas.

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O farmacêutico Theylor Ribeiro, 26 anos,afirma que percebeu o aumento de vendas dos medicamentos como a azitromicina, cloroquina e ivermectina, que não têm nenhuma eficácia contra a covid e foi divulgada por autoridades, como o presidente Jair Bolsonaro. “Teve um aumento considerável nos últimos 6 meses, todos eles estavam restritos a prescrição médica até pouco tempo atrás com retenção de receita. A ivermectina foi retirada desse grupo que exige retenção de receita, mas esses três são de venda sobre prescrição médica”, explica.






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