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Brasil

Nossa Liga luta contra o sucateamento da modalidade

Arquivo Geral

05/10/2006 0h00

Para o ex-jogador Oscar Schmidt, o basquete brasileiro é hoje uma modalidade completamente sucateada por anos de má-administração na Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Para ele, o resultado do descrédito generalizado sobre a modalidade respinga mesmo naqueles que estão afastados da entidade, dificultando a conquista de patrocinadores. Presidente da Nossa Liga de Basquete (NLB), ele confirmou a realização da segunda edição do campeonato nacional da entidade, que ainda não sabe qual será seu orçamento para o torneio.

No ano passado, a Nossa Liga teve R$ 250 mil em caixa e para este ano pretende mudar o sistema de marketing para conseguir mais recursos. "A gente aprendeu muito", garante a ex-jogadora Hortência, responsável pelo departamento na Nossa Liga.

No primeiro ano, o marketing era monopolizado pela Traffic, que previa distribuições bem rígidas de espaço. A partir de agora, os espaços de publicidade serão liberados para os clubes. "O que a gente quer é dinheiro para pagar os clubes que estão sofrendo", diz Hortência.

Atualmente, a maior parte da verba da Liga é oriunda das mensalidades pagas pelos clubes associados. Cada agremiação contribuiu mensalmente com R$ 500, mas algumas estão inadimplentes.

Ainda sem saber com quanto dinheiro contará para a competição, Oscar considera que o mais importante foi alcançado pela Nossa Liga. "Fizemos um campeonato de basquete do nada porque queríamos fazer. Provamos que é possível. Mas as pessoas têm de saber o que querem primeiro", afirma Oscar, admitindo sentir-se traído por aqueles que abandonaram o projeto no meio do caminho.

"Todos nós nos sentimos traídos. Não é nem traído, é enganado. Vocês merecem a administração da CBB que se mostrou competente para sucatear nosso esporte", desabafou em referência direta às equipes de Franca e Paulistano. "É tanta trairagem. Me decepcionei muito, deveria ouvir mais meu irmão Cláudio Mortari".

Apesar da frustração, Oscar garante não se arrepender da iniciativa. "Valeu a pena. A gente deu uma chacoalhada e o basquete nunca mais vai ser como era há dois anos", aposta. "A gente colocou uma ocasião única no esporte. Mas alguns não tiveram coragem, outros foram por motivos políticos", lamenta, duvidando de uma mudança na situação entre Nossa Liga e Confederação. "Vai continuar a mesma coisa", prevê, lembrando que a NLB não foi convidada para a reunião da CBB que começou a discutir o Nacional de 2006.

Além da mudança na linha de marketing, o formato de disputa também deverá apresentar novidades. Uma delas será a extinção dos jogos de ida e volta. O objetivo, garante, é cortar gastos para as equipes.

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