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Brasil

No Distrito Federal, 2.176 menores são chefes de família

Arquivo Geral

12/06/2009 0h00

Hoje, order Dia de Combate ao Trabalho Infantil, doctor os brasileiros não têm muito do que se orgulhar. Isso porque 233.908 crianças e jovens com menos de 18 anos enfrentam a dura responsabilidade de chefiarem suas famílias. Ou seja, sildenafil são responsáveis pelo seu sustento. Os números mostram que quatro famílias brasileiras em cada mil são chefiadas por adolescentes. No Distrito Federal, segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), são 2.176 menores de idade que enfrentam essa dura realidade.


Os dados, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), foram destacados pelo relatório Situação da Infância Brasileira 2009, como um exemplo de crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade. “É um número muito grande de adolescentes que estão assumindo uma responsabilidade, de geração de renda, de perspectiva de futuro, que não é coerente com seu ciclo de vida”, avalia Maria de Salete Silva, oficial de Projetos de Educação do Unicef e coordenadora do relatório.


No Distrito Federal, assim como no resto do País, a de se considerar que os números melhoraram em relação à ultima pesquisa, feita em 2006. Naquele ano, o País registrava
254.970 menores com a responsabilidade de sustentar seus lares. No DF, eram 2.846. Normalmente, famílias desse tipo são fruto de algum problema social que já impõe uma
carga de dificuldades extras, como gravidez precoce ou perda dos pais.


”Essa situação traz uma carga que chamamos de multipobreza. Uma pobreza leva à outra e torna mais difícil sair desse ciclo”, resume Salete. A situação é mais comum nos estados do Norte. Em Roraima, Rondônia, Acre, Amazonas e Amapá, mais de dez em cada mil famílias são chefiadas por adolescentes. Em números absolutos, são 33.556 em São Paulo, 20.504 na Bahia e 18.675 no Rio de Janeiro.


Empresas terão selo
Para reverter a situação e erradicar o trabalho infantil no Distrito Federal, a Secretaria de Ação Social lança hoje o selo Aqui, Criança não Trabalha . O selo será afixado na parede dos estabelecimentos comerciais como bares, hotéis, restaurantes e todo o setor produtivo do DF que combatem o trabalho o infantil dentro de suas dependências.


O lançamento será às 17h, na Associação Comercial e Industrial de Taguatinga, e depois se repetirá em outras cidades do DF. O selo é um trabalho de conscientização e abordagem. A empresa que ganhar o selo irá se comprometer a não utilizar mão de obra infantil, nem permitir que crianças vendam objetos dentro de seus estabelecimento.


A proposta pode ajudar crianças e adolescentes a terem a mesma sorte que a pequena Mariana, 13 anos. “Eu me sinto melhor, muito melhor”. Quem diz isso é Mariana*, 13 anos, moradora de Ceilândia. Ela não lembra quantos anos tinha quando começou a trabalhar com a irmã mais velha catando latinhas nas ruas da cidade, para ajudar a mãe. “A gente catava, e minha mãe vendia”, conta. Na época, ela também estudava, mas
era difícil manter o rendimento na escola.


Ela foi resgatada das ruas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) no Distrito Federal. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), 7,5 mil crianças trabalham no DF, a maioria como vendedores ambulante, catadores de recicláveis e no trabalho doméstico, que representa cerca de 80% do total.
Isso representa cerca de 1,6% da população com essa faixa etária.








  SAIBA +
No o triênio 2005/2007, a Pnad registrou que 1.230.619 indivíduos da faixa etária de cinco a 15 anos estavam ocupados na semana de referência da pesquisa. No triênio 2004/2006, o número caiu 2,7%, para 1.265.43 4.

Bahia, Maranhão, Minas Gerais e São Paulo concentram o maior número de situações irregulares. Em 2008, 7,3 mil crianças foram resgatadas de frentes de trabalho pelo Ministério do Trabalho.


No total, mais de 2,5 milhões de menores trabalham no Brasil.


 


 


 


 


 


 


 


 

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