Dezessete pontos, sete rebotes e três assistências. Na vitória desta terça-feira sobre o México no Torneio Pré-olímpico das Américas, o ala/pivô Nenê fez sua apresentação mais marcante com a seleção brasileira masculina de basquete. Destaque no grupo, ficou atrás em pontuação apenas ao ala/armador Leandrinho Barbosa com 21 pontos, o jogador do Denver Nuggets não tem dúvidas para explicar a recuperação da equipe no torneio, após a derrota anterior para Porto Rico.
“Hoje exploramos a qualidade dos jogadores, jogamos pelo time e é isto que importa, evoluir com a equipe”. Na segunda-feira, o Brasil havia sido surpreendido pelos porto-riquenhos sofrendo sua segunda derrota no torneio. Insatisfeitos não apenas pelo resultado, mas principalmente pela forma como o time atuou, os jogadores se reuniram depois do confronto para uma conversa franca e o chacoalhão coletivo deu resultado. “A gente conversou bastante. Todo mundo aqui tem talento, tem algo especial para passar, mas temos que saber usar isso junto”, explica.
O ala Guilherme concorda que a conversa foi um diferencial na preparação da equipe para esta noite. “Nós conversamos olho no olho. Falamos o que precisávamos fazer e o que não estávamos fazendo mesmo nas vitórias. Para isso serviu a derrota de ontem, porque é na derrota que estas coisas aparecem”. O bate-papo serviu para recolocar a seleção nos trilhos, acredita. “Hoje, o time entrou com a atitude adequada, diferente de ontem”. Contra Porto Rico, os jogadores deixaram a quadra reclamando da postura apática da equipe.
Pouco acionado nos jogos anteriores, Guilherme teve mais tempo em quadra esta noite. Com 22 minutos de participação marcou dez pontos, pegou quatro rebotes, fez cinco assistências e ficou satisfeito com o desempenho. “Entrei para ajudar. Sabia que podia dar esta contribuição”.