Contar com a “nata da nata” no Campeonato Mundial, em agosto, no Japão. Esta é a esperança do técnico da seleção brasileira Aluísio Ferreira, o Lula, para o torneio que classifica seu campeão para os Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Ao contrário das últimas principais competições internacionais, Lula espera contar até mesmo com o ala/pivô Nenê, do Denver Nuggets.
Desde o Pré-olímpico de 2003, em Porto Rico, o jogador não veste a camisa brasileira e na temporada passada, chegou a dizer que não o faria até ocorrerem mudanças profundas na estrutura da Confederação Brasileira de Basquete. Com o passar do tempo, porém, ele passou a alternar declarações de interesse com outras de desinteresse em atuar com a seleção.
Mas o técnico Lula está confiante e acredita em sua apresentação dia 19, juntamente com os outros sete atletas da elite, que foi dispensada do Sul-americano, na próxima semana.
Apesar do otimismo do treinador, ele admite que a participação do ala/pivô no Mundial ainda não é garantida. O motivo, afirma, seria a condição física do atleta. “Ele vai se apresentar com todos os exames e o departamento médico vai checar com ele. Depende de como ele vai estar fisicamente”, diz o treinador, que não conversou diretamente com o jogador.
Em novembro do ano passado, Nenê machucou-se na estréia da temporada. O jogador sofreu rompimento do ligamento cruzado anterior, torção do ligamento colateral medial e lesão do menisco lateral do joelho esquerdo. Precisou ser submetido a uma cirurgia e não jogou durante toda a temporada.
Outro retorno aguardado para o Mundial é do pivô Rafael Araújo, o Baby. O jogador da NBA defendeu a seleção adulta em uma única oportunidade, o Mundial de Indianápolis-2002. Mas logo após a competição, foi pego em exame antidoping e suspenso por dois anos pela Federação Internacional de Basquete (Fiba).
Nesta temporada, voltou a ser convocado por Lula, que está confiando em sua experiência para fazer a diferença na competição no Oriente. Ao contrário do caso de Nenê, Baby já teria deixado claro sua disposição de voltar a defender a seleção. “Ele já tinha pedido para jogar o Sul-americano antes da transferência (foi negociado pelo Toronto Raptors com o Utah Jazz), mas isto inviabilizou que fosse porque precisa treinar com o time”, garantia Lula no início dos treinos da seleção.