“Não quero adiantar as coisas e ser mais do que sou. Quando você chega na Fórmula, tudo o que você faz é levado em conta e é fácil você passar uma má impressão”, comentou o jovem brasileiro, que esta semana testa o novo carro do time em Valência. “Claro que eu quero ser titular, mas eu ainda tenho trabalho a fazer e muita coisa para aprender”, emendou.
Vice-campeão da última temporada da Fórmula GP2, vencida pelo agora titular da McLaren Lewis Hamilton, Piquet se mostra satisfeito com a oportunidade, mesmo tendo que se afastar das competições momentaneamente, o que não acontece desde 2001, quando deixou o kart e estreou na Fórmula Sul-americana.
“Estou muito empolgado em começar na Renault, a atual campeã mundial. Nos últimos anos, todos os pilotos da equipe tiveram muito trabalho e aprenderam bastante. E este é o meu plano para 2007: mostrar que eu posso colaborar bastante para que a equipe tenha sucesso. Depois, a gente vê o que acontece”, explicou Nelsinho, sem fazer qualquer critica a Gincarlo Fisichella ou Heikki Kovalainen, os atuais titulares da escuderia.
O brasileiro ainda contou sobre como foi recebido pelos funcionários do time. “Ele foram muito abertos e me receberam muito bem, me ajudando a encontrar o ritmo certo e sem colocar qualquer tipo de pressão sobre mim. Estou começando a construir uma boa relação com os engenheiros e entendendo o que eles precisam para poder avaliar melhor o carro”, afirmou.
Ele também garante que o fato de ser filho do tricampeão mundial Nelson Piquet não está fazendo muita diferença em seu trabalho. “Para ser honesto, acho que isso não contou na minha vinda para cá, mas sim o fato de eu ter talento e potencial para o trabalho. As pessoas aqui não te julgam pelo nome, mas sim pelos tempos e trabalho feito. Lá fora, meu nome pode até criar uma atenção maior, mas estou determinado a construir meu próprio sucesso”, encerrou o piloto.