Apesar do bom desempenho apresentado nos treinos livres para o GP da França, no qual foi o nono mais rápido do dia, Nelsinho Piquet não parecia muito animado quando foi conversar com os jornalistas brasileiros no circuito de Magny-Cours. Ao analisar seu sua performance, ele disse que ainda tem muito a melhorar.
“As coisas estavam um pouco mais difíceis do que eu pensava. O carro não começou do jeito que eu queria e ainda vamos ter que trabalhar bastante. Comparando-se com Barcelona, a gente estava bem melhor lá”, comentou o piloto, cujo companheiro de equipe, Fernando Alonso, fez o melhor tempo da segunda sessão de testes desta sexta.
Nelsinho explicou que não estava com o mesmo acerto de carro que o bicampeão mundial. “Ele foi por um caminho completamente diferente do meu e parece que deu certo. Então, tomara que amanhã eu ache o mesmo que ele hoje”, explicou o brasileiro, que revelou não trocar muitas informações com o espanhol.
“Não tem trabalho piloto com piloto, mas sim piloto com engenheiro, que sabe do carro umas 40 mil vezes mais que a gente. O que você tem que conseguir é explicar para o engenheiro o que está acontecendo para que ele saiba o que fazer. Mas o Fernando é muito bom nessa pista, enquanto eu tenho que forçar mais um pouco”, afirmou.
Ainda sem pontuar na temporada, Nelsinho diz que não se sente mais pressionado por estar na França, onde está sediada a Renault. “Ninguém bota mais pressão em mim do que eu mesmo. E, para mim, não faz diferença estar aqui ou em outro lugar”, destacou Piquet.
Greve? – Questionado sobre a possibilidade de greve dos pilotos de Fórmula 1 no GP da Inglaterra, Nelsinho disse não acreditar que esta possibilidade de concretize. “Isso nem seria possível porque nem todos os pilotos fazem parte da GPDA. Além disto, nada foi conversado entre a gente”, comentou.