Com o acerto definitivo com o Modena, o ponteiro Nalbert garante estar muito motivado para os novos desafios de sua carreira. Pré-convocado para a seleção brasileira para a Liga Mundial de Vôlei, ele embarca para a Itália no dia 25 de maio, se apresentando ao novo clube no dia seguinte.
“Estou pronto para a quadra. Retorno com o espírito de um juvenil, muito animado e disposto a buscar meu espaço novamente. Tenho de dar um passo de cada vez e mostrar que ainda mereço um lugar na seleção, mas o importante é que as coisas estão caminhando como eu gostaria. Primeiro, vou jogar num clube e, depois, tentar recuperar meu espaço no grupo brasileiro”, comentou o atleta.
O ex-capitão da seleção masculina de vôlei jogou uma temporada e meia na praia e admite que estava com saudade do piso duro e, mais ainda, da convivência com os amigos do time nacional.
“Nunca consegui me desligar totalmente. Sempre ficava vendo o pessoal jogar e ganhar tudo e acabava sentindo um gostinho de que poderia estar ali. Afinal, acho que tive um papel importante na formação desse grupo que, para mim, é o melhor time de vôlei da história. Essa saudade foi um dos grandes motivos da minha decisão”, revelou.
O atacante destacou ainda a importância de voltar a jogar com o levantador Ricardinho, que será seu companheiro no Modena, assim como Murilo, também da seleção brasileira. “Será ótimo jogar com o Ricardinho. Isso vai ajudar muito na minha readaptação à velocidade do jogo na quadra e também dele, que tem a bola mais rápida do mundo”, elogiou.
Sobre recuperar um lugar de titular, Nalbert fala com cautela. Para ele, o importante é estar no grupo e mostrar que está disposto a “ralar muito e encarar todas as roubadas”, como já adiantou Bernardinho. “Primeiro tenho de jogar bem no Modena e, depois, me reintegrar ao grupo, mas acho que todos vão concordar que a disputa por posição só vai ajudar o Brasil. É sempre bom quando existem vários bons jogadores para as mesmas posições”, discursou.
Nalbert também se diz curioso para ver como vai se comportar nos primeiros treinos com um time e poderá sentir os benefícios desta temporada na praia. “Fisicamente eu estou melhor e na praia também melhorei em alguns aspectos, como habilidade e visão de jogo, além da força mental”, explicou o jogador.
Semana que vem, ele pretende treinar com alguma equipe da Superliga, mas ainda não se decidiu por qual. Sobre o futuro, os planos são continuar no Brasil após o Pan-Americano. “O meu sonho é montar, juntamente com a AGF, meu patrocinador, um time no Rio de Janeiro. Poderia ser uma equipe nova ou mesmo um time que já existe. As conversas sobre isso estão acontecendo e espero que meu sonho se concretize. É um absurdo o Rio, por tudo que representa para o vôlei brasileiro, não contar com um time masculino de ponta”, encerrou.