“Este é um projeto vitorioso, que tende a crescer, mas o verdadeiro programa de esporte deveria ser na escola pública. Seria necessário um projeto de cima para baixo porque os clubes não têm espaço nem para 20% das crianças que estão por aí. Clubes e Federações são pequenos para toda a vontade de massificação do esporte”, afirmou o ex-jogador. Para Oscar, o dinheiro público deveria priorizar ações na escola. “Ao invés de colocar dinheiro no esporte profissional, tem que investir na criança”.
Mas apesar de criticar a canalização dos recursos para os esportes de competição, Oscar não discorda dos investimentos feitos para a realização dos Jogos Pan-americanos no Rio. O Governo Federal já investiu cerca de 1,65 bilhão no evento. O valor é muito superior ao que foi inicialmente previsto e corresponde a cerca de 50% dos gastos com os Jogos.
“Pan tem de ter, assim como Olimpíada. Não é o dinheiro do Pan o problema”, defendeu o jogador. “As crianças não estão largadas na rua, é só ampliar o que já existe. Contratar mais professores… olha só como é fácil”, diz, indicando a iniciativa de Paula como exemplo.
Sem contar com recursos governamentais, apenas com o apoio de empresas privadas e do SENAI, que cede a quadra, o programa de Paula oferece, além das aulas de basquete, uniformes, lanches, aulas de inglês, além de noções de cidadania. Desde que foi criado, nunca registrou um caso de evasão e há uma lista de espera de candidatos interessados.
Trabalhando com crianças de 7 a 15 anos, o projeto beneficia 300 crianças distribuídas em três unidades. Duas em Piracicaba, a primeira inaugurada em 2004, e a de Diadema. Em breve, a iniciativa deve ganhar mais um núcleo em Interlagos, contando com a parceria dos pilotos Rubens Barrichello (F-1) e Tony Kanaan (IRL).
Festa – O aniversário do Passe de Mágica serviu para colocar Oscar e Paula em ação mais uma vez. Mas é claro que ficou claro a falta que faz um pouco de treino.
Paula até acompanhou o ritmo da garotada, que se revezou em quadra para que todos pudessem jogar com os ídolos, mas Oscar… Vinte quilos acima do peso, com problemas no joelho esquerdo, sem treinar, ele não acertou uma cesta da longa distância. Deixou a quadra mancando e confessando bem-humorado: “Tenho pena de mim”.
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