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Brasil

Mulher seqüestrada em ônibus diz não ter mágoas do ex-marido

Arquivo Geral

11/11/2006 0h00

A mulher que ficou por mais de 10 horas como refém do próprio ex-marido durante a sexta-feira no ônibus da linha 499, help malady em Nova Iguaçu, dosage na Baixada Fluminense, disse não guardar mágoas do ex-marido. A técnica em radiologia Cristina Ribeiro, 37 anos, no entanto, disse que quer a prisão para que o camelô André Luís Ribeiro da Silva, 38 anos, ele fique preso para "aprender a lição".

Dizendo nunca ter traído André, Cristina explicou que se separou porque ele a trancava em casa, sem deixá-la sair. Segundo ela, os ciúmes começaram quando ela começou a trabalhar. A técnica em radiologia disse que o ex-marido, primo dela em primeiro grau, tinha medo que ela fosse melhor do que ele.

Com o passar do tempo, André Luís passou a persegui-la constantemente. Na clínica onde ela trabalha, colegas contaram que era comum que ela faltasse aos plantões e se mostrasse sempre apreensiva no trabalho por causa da perseguição do ex-marido. Algumas vezes, a gerência da clínica ameaçava chamar a polícia para que ele fosse embora da recepção.

As colegas de Cristina disseram ainda que ela não só reclamava das ameaças do ex-marido como também da indiferença que ele parecia sentir pelo filho caçula. André duvidava ser o pai do menino. O casal viveu dez anos juntos e tem três filhos, de 9, 7 e 5 anos. André e Cristina estão separados há quatro meses.

Durante o seqüestro, ela sofreu microfraturas nos ossos do rosto e alguns hematomas. Imagens exclusivas feitas com telefone celular, mostradas no Jornal Nacional, da Rede Globo, mostram que André segurava a ex-mulher Cristina, pelos cabelos e apontava a arma para a cabeça dela. Em certo momento, passageiros tentaram acalmar o seqüestrador: "André, a gente vai descer contigo", diz alguém.

Na porta da 52ª DP (Nova Iguaçu), parentes de André Ribeiro que estiveram com ele após o fim do seqüestro disseram que o camelô contou ter se arrependido do que fez. A irmã dele, Rosemary da Silva Costa, 44 anos, afirmou que o camelô chorava muito e contou estar preocupado com a Cristina e as crianças. Segundo ela, o advogado deve entrar com recurso para que ele aguarde o julgamento em liberdade. A família de André afirmou ainda não saber a origem da arma usada no seqüestro.

Por causa da obsessão com a ex-mulher, André, que vendia bichos de pelúcia, quase não trabalhava. De acordo com os camelôs Paulo Roberto Prado, 33 anos, e Carlos Alberto Silva, 44 anos, há pelo menos um mês André não aparecia no ponto de venda. Nesse tempo, ele se dedicou a perseguir Cristina.

Cristina Ribeiro fez exame de corpo de delito neste sábado. Ela ficará um tempo de recesso do trabalho. Como não tem apoio jurídico, a técnica de radiologia busca agora um advogado.

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