A Polícia Civil de São Paulo identificou o corpo de uma mulher de 34 anos encontrado esquartejado dentro de uma mala, na manhã de quinta-feira (19), em um córrego de Parelheiros, na zona sul da capital paulista. O nome da vítima não foi divulgado. As informações são da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) instaurou inquérito policial para investigar as circunstâncias do homicídio. Exames periciais foram requisitados e serão analisados pela autoridade policial assim que finalizados. Diligências prosseguem, informou a SSP em nota.
A polícia foi acionada após agentes da Guarda Civil Metropolitana serem informados sobre uma mala no córrego. Ao verificar, constataram tratar-se de partes de um corpo humano.
Em outro caso de feminicídio, uma mulher de 27 anos foi morta a tiros pelo ex-companheiro na noite de terça-feira (17), em Diadema (SP). Policiais militares apuraram que o homem havia ido buscar o filho em comum na casa da vítima. A mãe da vítima também foi atingida, mas sobreviveu. O crime foi registrado como feminicídio tentado e consumado.
O suspeito fugiu em um automóvel após o crime, mas foi preso na noite de quinta-feira (19), em cumprimento a mandado de prisão temporária. A arma utilizada foi apreendida, assim como dois carregadores de pistola e diversos estojos de munição deflagrados encontrados em sua residência. No dia anterior, o veículo do suspeito foi localizado abandonado em São Bernardo do Campo. Diligências para esclarecimento dos fatos estão em andamento, segundo a SSP.
No contexto nacional, o Brasil registrou um recorde de 1.518 vítimas de feminicídio em 2025, ano em que a Lei do Feminicídio completou dez anos. A norma inseriu no Código Penal o crime de homicídio contra mulheres no contexto de violência doméstica e de discriminação. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Em 2024, o país já havia atingido 1.458 vítimas, também um recorde. Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), afirmou que o crescimento representa uma omissão do Estado, pois se trata de um crime evitável.
*Com informações da Agência Brasil