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Brasil

MPRJ pede prisão preventiva de ex-CEO da Hurb por descumprir cautelares

João Ricardo Mendes foi detido no Ceará com documento falso e tornozeleira descarregada, após furtos em 2025.

Redação Jornal de Brasília

06/01/2026 20h43

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Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) requereu a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb (antigo Hotel Urbano), por descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas pela Justiça.

Mendes foi preso em flagrante na segunda-feira (5), no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, onde portava um documento falso e apresentava a tornozeleira eletrônica descarregada. As medidas cautelares em vigor derivam de sua prisão em flagrante por furtos qualificados cometidos em 25 de abril de 2025.

De acordo com a denúncia do MPRJ, apresentada em maio de 2025, Mendes simulou ser um entregador de aplicativo para furtar um quadro de um hotel e, no mesmo dia, se passou por eletricista em um escritório de arquitetura, onde levou quadros, uma mesa digitalizadora, duas carteiras com dinheiro e outros itens. No dia seguinte, furtou uma obra de arte e três esculturas do Hotel Hyatt, na Praia da Barra da Tijuca, e dois quadros, um iPad e uma carteira do escritório Duda Porto Arquitetura, localizado no Casa Shopping, no mesmo bairro.

Inicialmente preso preventivamente, Mendes teve a custódia substituída por medidas alternativas, incluindo monitoração eletrônica, proibição de ausentar-se da cidade sem autorização judicial e a obrigatoriedade de apresentar relatórios médicos mensais. No requerimento feito nesta terça-feira (6), a Promotoria destacou que a detenção no Ceará e a ausência de relatórios médicos desde setembro configuram desrespeito evidente às determinações judiciais, justificando o retorno à prisão preventiva.

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