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MP lamenta anulação de júri da Kiss e diz que vai recorrer; defesa comemora

Já a advogada Tatiana Borsa, que defende Marcelo de Jesus dos Santos, comemorou a decisão. “Muito obrigada por essa vitória que todos nós tivemos”

Por FolhaPress 03/08/2022 8h26
Foto: AFP

Hygino Vasconcelos
Balneário Camburiú, SC

O Ministério Público lamentou a decisão tomada nesta quarta-feira (3) de anular o Tribunal do Júri, realizado em dezembro de 2021 e que condenou os quatro réus pelo incêndio na boate Kiss, em 2013, no qual morreram 242 pessoas e outras 660 ficaram feridas em Santa Maria (RS). Foram dois votos favoráveis à anulação e um contrário. A decisão é da 1ª Câmara Criminal do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul).

“Nós nos surpreendemos com o reconhecimento de algumas nulidades, das quais nós discordamos. E, através de recursos, tanto ao STJ, como ao STF, nós buscaremos a reversão dessa decisão e do reestabelecimento da justiça”, disse em vídeo encaminhado à imprensa o subprocurador-geral de Justiça para assuntos institucionais do MP, Júlio César de Melo.

“É muito triste ver esse desfecho desta tarde. Nós nos solidarizamos com as famílias, com as vítimas sobreviventes e mais uma vez reforçamos que o MP continuará atuante, continuará vigilante e empreenderá todos os esforços para que aquela decisão, justa e adequada, proferida pelo Tribunal do Júri (em dezembro do ano passado) seja reestabelecida”, complementou o representante do MP.

DEFESA COMEMORA

Já a advogada Tatiana Borsa, que defende Marcelo de Jesus dos Santos, comemorou a decisão. “Muito obrigada por essa vitória que todos nós tivemos. Eu não choro pela absolvição, pela condenação, mas eu choro em agradecimento ao direito. O direito, a justiça existe e eu tenho certeza que eles vão para um novo júri e vão ser absolvidos”, salientou.

Durante a live, Tatiana chama Jean Severo, advogado de Luciano Bonilha. “Vamos soltar os guris e nos preparar para o outro júri. E aí vai vir a absolvição.”

A reportagem tenta contato com a defesa dos sócios da Kiss: Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann. O texto será atualizada assim que vier a manifestação.

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