“Se eu analisar a minha carreira na F-1, não terei a impressão de que eu não cumpri a minha tarefa”, disse o piloto sul-americano. “Meu objetivo inicial era ser campeão, mas quando percebi que eu não conseguiria mesmo que corresse por mais três ou quatro temporadas, não via mais motivos para continuar”, emendou.
Embora tenha conseguido sete vitórias ao longo dos seis anos em que participou da categoria, Montoya acredita que a causa por não ter conseguido um título mundial não foi dele, mas das escuderias. “Tenho o talento para ser campeão mundial. No entanto, vendo o interesse das equipes e os carros que elas tinham, elas nunca me levariam a conquistas”.
Sempre polêmico em suas declarações, o colombiano também alfinetou a própria F-1 e disse que a categoria não é competitiva. “O carro é uma coisa excepcional, fantástico de se dirigir e muito melhor de todo o mundo para se chegar ao limite. Mas uma coisa são os carros; outras, as corridas. No momento, o espetáculo não é tão bom. Além disso, se você não tem um bom carro nas mãos, não adiante ser um bom piloto porque nunca irá ganhar. Pode ser Michael Schumacher, Alain Proust ou Ayrton Senna; sem um carro vencedor, não se ganha.
Montoya abandonou a Fórmula 1 no meio da temporada 2006 e acertou com a equipe Chip Ganassi, da Nascar.
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