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Brasil

Mistura de álcool e anestésico usado em golpes causou morte de advogado na Vila Madalena, diz laudo

Investigações conduzidas até aqui apontam que advogado foi vítima do golpe conhecido como “boa noite, cinderela”

Redação Jornal de Brasília

11/08/2026 18h58

morte de advogado Vila Madalena

Foto: Reprodução

PAULO EDUARDO DIAS
FOLHAPRESS


A mistura de bebida alcoólica e um forte anestésico foi o que matou o advogado Pedro Ely Cordeiro dos Santos, 43. A informação consta no laudo produzido pelo IML (Instituto Médico Legal) a pedido da Polícia Civil de São Paulo.

Investigações conduzidas até aqui apontam que Pedro foi vítima do golpe conhecido como “boa noite, cinderela”. Segundo os agentes, ele foi atraído até um bar da zona oeste da capital paulista para ser roubado, em julho.

Conforme o documento ao qual a Folha teve acesso, Pedro morreu por intoxicação exógena aguda por associação de substâncias depressoras do sistema nervoso central, ou seja, pela mistura de álcool e cetemina, um fármaco.

A análise do sangue encaminhado para perícia detectou a presença de álcool etílico na concentração de 26 dg/l de (decigrama por litro).

“Esse tipo de droga [cetamina] é usado normalmente de forma criminosa, porque ela causa total amnésia, inconsciência. A pessoa perde até a força muscular. Ela fica desmaiada mesmo”, disse a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

“Nós temos um mandado de prisão para o suspeito, é um mandado de prisão temporária. E agora a gente está buscando ele, fazendo as buscas aqui para tentar localizá-lo. Para nós ele é foragido”, acrescentou.

O principal suspeito de envolvimento no crime é um homem de boné branco que aparece em imagens ao lado do advogado na rua e em uma adega. Policiais do DHPP o identificaram como Vagner Pereira da Silva, 33. A reportagem não localizou sua defesa.

Natural do Rio de Janeiro, Pedro estava em São Paulo para trabalhar e havia saído no dia anterior com um amigo para assistir a uma partida de futebol.

Ele foi assistir ao jogo entre França e Marrocos pela Copa do Mundo em um estabelecimento na Vila Madalena no dia 9. Horas depois, já na madrugada do dia 10, começou a passar mal e morreu na calçada. Testemunhas chamaram a Polícia Militar.

Amigos e familiares iniciaram uma busca pelo advogado, tratando o caso como desaparecimento. Seu corpo foi removido para o IML (Instituto Médico Legal), onde foi reconhecido no dia 14. Ele estava sem documentos, o que impediu a identificação imediata.

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