Todas as comunidades do interior do país que ainda não têm acesso à energia elétrica serão atendidas pelo programa Luz para Todos até 2010. A promessa é do ministro de Minas e Energia, website Edison Lobão.
“É perfeitamente possível, chegaremos lá sem nenhuma dificuldade maior. As dificuldades surgirão, mas não serão intransponíveis.”
Ao participar de entrevista a emissoras de rádio, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília, ele lembrou que a universalização do acesso à energia deveria ter sido concluída em 2008, quando 70% das famílias haviam sido atendidas e o programa precisou ser estendido.
“Em todos os estados, além da meta não ter sido totalmente alcançada, houve novas demandas, novos pedidos de ligação de energia”, explicou.
Segundo Lobão, o governo federal é responsável por cerca de 70% do custo total do Luz para Todos, enquanto os outros 30% são divididos entre o governo estadual e a distribuidora local. “Em muitos casos, o estado não tem comparecido 100% e, em outros, a distribuidora local tem suas dificuldades.”
O Piauí é apontado pelo ministro como uma das regiões mais atrasadas na distribuição de energia elétrica às comunidades mais afastadas, ao lado do Amazonas e do Pará. Ele garante que, a partir deste ano, o governo federal vai “recuperar o tempo perdido”. “Vamos atender a todas essas demandas, inclusive às reprimidas.”
Uma das propostas apresentadas por Lobão é que os fios elétricos sejam fixados em árvores e não em postes de concreto, porque em muitas regiões do Norte os terrenos são alagadiços, dificultando o transporte de equipamentos, o que só é viável por canoas. “É uma operação de guerra”, resumiu o ministro.
Lobão revelou ainda que o governo está investindo também no desenvolvimento de alternativas energéticas como baterias e pequenas turbinas, colocadas em rios de menores e que devem gerar um megawatt – energia capaz de atender cerca de 150 residências e quase mil pessoas.
“Fizemos um levantamento em 2003 de que havia cerca de 2 milhões de residências sem energia no país. Ao longo da aplicação do programa, chegamos à conclusão de que era bem mais do que isso. Já gastamos cerca de R$ 9 bilhões na aplicação e temos uma previsão de R$ 12 bilhões.”
Um leilão de biomassa, segundo o ministro, está previsto para o próximo mês, para que termelétricas movidas por energia proveniente de bagaço de cana-de-açúcar entrem em funcionamento em todo o país. “Elas poderão produzir uma energia que será incorporada a todo o sistema nacional interligado.”