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Brasil

Ministro defende mudanças no ensino para mudar imagem do negro durante escravidão

Arquivo Geral

03/04/2008 0h00

O ensino brasileiro contribui para reforçar a imagem do negro durante o período de escravidão como uma figura pacífica diante da condição à qual era submetido, approved avalia o ministro da Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos.


Segundo ele, essa é uma das principais motivações que levam o órgão a buscar uma revisão histórico-geográfica dos conteúdos repassados aos alunos, sobretudo no ensino básico.


“Não era isso o que ocorria. A história registra uma série de ações de inconformismo da população negra. Tivemos revoltas no Brasil, dentro dos quilombos. Ações de rebeldia que também devem fazer parte do registro histórico do nosso país, para que a presença do negro seja vista como elemento pró-ativo na formação do Estado brasileiro”, disse hoje (3), ao participar de entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.


Santos lembrou que já existe um processo de entendimento entre a Seppir e o Ministério da Educação (MEC) para a produção de material bibliográfico capaz de orientar professores que deverão abordar a história e cultura afro-brasileiras, como prevê a Lei. 10.639. Segundo ele, quatro volumes de livros escritos por historiadores africanos e que estão sendo traduzidos para o português deverão estar prontos até o final do ano.


Questionado sobre a possibilidade de cortes no orçamento do governo federal prejudicarem ações da Seppir, o ministro afirmou não ser essa a “principal preocupação” da secretaria, por causa de sua atuação transversal e da conseqüente dependência de outros ministérios para a implementação das políticas.


“Ao falarmos em educação, por exemplo, é a parceria da Seppir com o MEC que possibilita as medidas. O recurso orçamentário, evidentemente, é necessário para a manutenção, para a contratação de algumas consultorias, mas não é fundamental para a implementação das políticas na ponta. Isso cabe aos ministérios, além das parcerias com secretaria estaduais e municipais”.


 

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