Campeã dos 800m no Mundial de Berlim, Caster Semenya tem sua sexualidade questionada desde então. Na manhã desta quinta-feira, o Ministério de Esportes e Recreação da África do Sul informou que a atleta foi inocentada e manterá a medalha de ouro conquistada na Alemanha.
De acordo com o comunicado, como Semenya “foi considerada inocente de qualquer atuação errônea, conservará sua medalha de ouro, o título de campeã do mundo dos 800m e o prêmio em dinheiro que recebeu” no torneio disputado em Berlim.
Segundo o Ministério de Esportes e Recreação da África do Sul, a decisão independe do resultado do teste de feminilidade ao qual a atleta foi submetida. A polêmica já custou o cargo de Leonard Chuene, presidente da Federação Sul-Africana de Atletismo, suspenso pelo Comitê Olímpico local por sua conduta no caso.
De acordo com a nota, a decisão foi tomada em uma reunião entre a Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o Ministério Sul-Africano de Esportes e Recreação e os representantes legais de Semenya. Na última quarta-feira, no entanto, a IAAF informou através de seu site oficial que o caso ainda estava em discussão.
A entidade também avisou que a questão não seria discutida no Encontro do Conselho marcado para os dias 20 e 21 de novembro, em Montecarlo. Na mesma nota, a IAAF esclareceu que os exames médicos ainda não foram concluídos e disse que não faria mais comentários até segunda ordem.