Menu
Brasil

Ministério da Saúde qualifica agentes indígenas de saneamento na Terra Yanomami

A capacitação de 14 agentes visa promover saneamento ambiental intercultural em 22 aldeias, beneficiando 3.241 indígenas.

Redação Jornal de Brasília

02/03/2026 17h25

Foto: Divulgação/MS

Foto: Divulgação/MS

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção à Saúde Indígena (Sesai), iniciou nesta segunda-feira (2) a qualificação de 14 Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) que atuam na Terra Indígena Yanomami. A formação ocorre no Polo Administrativo de Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas, e é ministrada pela Divisão de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (Disani) do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami.

Com carga horária total de 80 horas, sendo 40 horas teórico-práticas e 40 horas de prática supervisionada nas aldeias, o curso qualifica os agentes para atuarem de forma técnica, intercultural e integrada na promoção do saneamento ambiental. As ações abrangem abastecimento de água, manejo de resíduos sólidos, controle de vetores e educação ambiental, contribuindo para estratégias sustentáveis e culturalmente adequadas, conforme as diretrizes do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

Os 14 agentes atuam em 22 aldeias do Polo Base Missão Marauiá, onde vivem cerca de 3.241 indígenas. A iniciativa reforça o protagonismo indígena na proteção do território e na prevenção de riscos à saúde, permitindo que os trabalhadores exerçam autonomia na promoção da saúde comunitária.

Segundo o coordenador e instrutor da qualificação, o biólogo Maicon Velasco de Melo, a ação investe na autonomia das comunidades ao valorizar o protagonismo indígena. “Mais do que uma capacitação técnica, essa iniciativa representa investimento direto na autonomia das comunidades, ao valorizar o protagonismo indígena na promoção da saúde e na proteção do território. Essa atuação cotidiana do AISAN reduz riscos epidemiológicos, fortalece a vigilância em saúde e amplia a corresponsabilização comunitária pelo cuidado com o território”, concluiu.

O Agente Indígena de Saneamento é peça central na prevenção de doenças de veiculação hídrica, no controle de vetores e na promoção de práticas sustentáveis nas aldeias. Ele articula saberes tradicionais e conhecimentos técnicos, garantindo soluções culturalmente adequadas. Suas atividades incluem monitoramento da qualidade da água, com coleta de amostras para análise, orientação sobre higiene e armazenamento de água, acompanhamento de obras de manutenção e mobilização para mutirões de limpeza.

Com informações do Governo Federal

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado