O Ministério da Defesa assinou memorandos de entendimento com a Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (Alada), a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), empresas vinculadas ao ministério e às Forças Armadas. Os acordos foram formalizados na terça-feira (7), durante a participação brasileira na Feira Internacional de Aeronáutica e Espaço (Fidae), em Santiago, no Chile.
Os instrumentos estabelecem princípios gerais e compromissos de cooperação para operações comerciais de exportação e prestação de serviços de interveniência técnica em negociações intergovernamentais envolvendo produtos de defesa fabricados no Brasil. Eles visam ampliar a segurança jurídica para o modelo governo a governo, regulamentando a participação de empresas estatais e fortalecendo a Base Industrial de Defesa (BID), além de facilitar o acesso a mercados internacionais.
Para o Secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, os memorandos têm papel estratégico. “A assinatura desses instrumentos garante segurança jurídica para que empresas estatais vinculadas ao Ministério da Defesa possam viabilizar vendas de empresas privadas a governos amigos. São operações fundamentais para estimular e fortalecer a exportação de produtos de defesa fabricados no Brasil, conferindo credibilidade institucional às negociações e beneficiando a Base Industrial de Defesa”, afirmou.
A iniciativa ocorre em um contexto de aprofundamento da cooperação bilateral entre Brasil e Chile na área de defesa, especialmente após a assinatura, em 2025, do Memorando de Entendimento de Cooperação em Indústria de Defesa entre os dois países. A agenda no Chile também busca ampliar o intercâmbio tecnológico e fortalecer as relações comerciais no setor.
A delegação brasileira é liderada pela Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), que acompanha a participação nacional na Fidae. A programação inclui visitas a estandes, reuniões bilaterais com autoridades e empresas, participação em eventos oficiais e assinatura de documentos com parceiros.
Além da agenda institucional, o Ministério da Defesa apoia diretamente as empresas brasileiras no evento, com destaque para o Pavilhão Brasil, organizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde). O espaço reúne 16 empresas da BID, além de outras três com estandes próprios.
“A Fidae é uma feira bastante interessante, com diversas aeronaves do mundo em exposição, com diversos pavilhões e empresas que trabalham com setor aeronáutico, e com comitivas estrangeiras também presentes. A presença do Ministério da Defesa e da Seprod ganha relevância com o apoio institucional às empresas da BID brasileira que participam da Fidae e com as reuniões bilaterais de interesse estratégico para nossa indústria”, destacou o secretário.
Criada em 1980, a Fidae chega à sua 14ª edição em 2026, realizada de 7 a 12 de abril na Base Aérea de Pudahuel, em Santiago. Considerada um dos principais eventos aeroespaciais da América Latina, reúne cerca de 377 expositores de 34 países, incluindo grandes empresas da indústria aeroespacial e de defesa. A edição abrange áreas como aviação civil e comercial, defesa, equipamentos e serviços aeroportuários, segurança nacional, manutenção de aeronaves e tecnologia espacial, além de conferências técnicas e institucionais. As informações foram retiradas do Governo Federal.