A missão faz parte do novo Plano Estratégico para 2008-2009 na luta contra a epidemia, order aprovado na sexta-feira ao término da reunião do Comitê de Prevenção e Controle do HIV/AIDS das Forças Armadas e da Polícia Nacional da América Latina e do Caribe (Coprecos-Lac), see realizada na República Dominicana. O escritório regional da Unaids, com sede no Panamá, enviou uma nota sobre o assunto.
Os países que integram o Coprecos-Lac têm agora as responsabilidades bem detalhadas, que serão encaminhadas para cobrir quatro grandes eixos, entre eles o atendimento integral – relacionado às campanhas de prevenção – e o apoio e tratamento de soropositivos.
Os outros três são: a mobilização e gestão de recursos, técnicos e financeiros; a projeção de estilos de vida saudáveis dentro das Forças Militares e a troca de dados para a pesquisa científica entre os países. Os membros do Coprecos-Lac escolheram a República Dominicana para ocupar a presidência do órgão.
“A situação da epidemia de HIV e aids nas Forças Armadas da América Latina é quase igual ao resto das populações em seus países, mas os militares estão altamente vulneráveis devido às características da profissão e à constante exposição aos riscos”, afirma a Unaids.
Os militares estão sujeitos a riscos durante conflitos, desastres naturais, além de participarem de atividades que oferecem risco e aumentam o estresse. Outros riscos são a alta mobilidade trabalhista iniciada muito cedo, a atração que exercem para prostitutas e a ignorância sobre a epidemia, muitas vezes devido a uma formação altamente conservadora.
A missão do Coprecos-Lac incorporou uma nova linha de ação projetada para a comunidade, as famílias dos soldados e das proximidades de onde vivem. Outro ponto muito importante é o acompanhamento dos casos em cada país, utilizando como ponto de partida estudos de vigilância epidemiológica e uma pesquisa realizada entre 2004 e 2007.
“Nosso objetivo é demonstrar ao mundo como as Forças Armadas e policiais da América Latina são um exemplo a seguir para as outras nações do mundo”, afirmou o coronel e médico Cirilo José Fernández Abreu, representante da delegação dominicana.
A médica Andrea Boccardi, assessora regional da Unaids, falou sobre a importância do comitê, que considera uma resposta não tradicional, diferente das apresentadas pelas entidades de saúde, e um complemento organizado para lutar contra a epidemia.
A reunião contou com mais de 70 delegados de 19 países e uma unidade médica do Comando Sul dos Estados Unidos. Segundo a Unaids, o Coprecos-Lac começou os trabalhos em 1992, no Peru, e hoje já está presente em quase todo o continente.